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Blog do Thiago

No Tocantins menos da metade das mães tem acompanhamento médico

No Tocantins, em 2011, foram 22.917 nascidos vivos. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), 49,57% das mães desses bebês realizaram o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, esses 11.361 nascidos vivos têm mães que passaram por sete ou mais consultas médicas, como pactuado pelo Estado e municípios com o Ministério da Saúde. Segundo a gerente de Área Técnica de Saúde da Mulher, da Sesau, Karine Vasconcelos Santos, entre os principais motivos ligados a não realização de pré-natal estão a baixa adesão por parte da gestante; rotatividade dos profissionais nas equipes de saúde da família; dificuldade de manter no município, principalmente no interior, médicos; e gestantes de áreas indígenas que são acompanhadas por parteiras.

O percentual referido, conforme Karine, está baseado no total de crianças que nasceram no Tocantins no referido ano. Isso inclui as gestantes que realizaram o pré-natal no SUS e as gestantes que tiveram a sua gravidez acompanhada em consultórios particulares. “Temos quase metade das gestantes do SUS no Estado realizando o número de consultas preconizado pelo Ministério da Saúde. Isso é um número considerado bom. Entretanto, será ótimo quando todas as que precisam, fizerem o pré-natal. Mas já podemos considerar que estamos no caminho certo”, diz Karine.

O pacto formado com o Ministério da Saúde prevê sete ou mais consultas, sendo uma delas no período do puerpério, ou seja, pós-parto. Karine Vasconcelos explica que se a gestante estiver sendo acompanhada no pré-natal é possível evitar alguns problemas na hora do parto. “Pode detectar uma pressão alta, diabetes gestacional, sífilis, que possibilita tratamento para evitar a sífilis congênita, além de evitar outros problemas na hora do parto”, explica.

Capacitação

O pré-natal é um serviço de atenção básica oferecido pelo município gratuitamente, por meio das equipes do Programa Saúde da Família. Segundo Karine Vasconcelos, a Sesau trabalha em um protocolo de pré-natal no Estado, que será implantado para instrumentalizar as equipes. O protocolo (espécie de manual), conforme Karine, subsidiará o trabalho das equipes, orientando desde o 1º atendimento à gestante, passando pelo cadastro dela no Sistema Pré-natal (Sispré-natal).

Rede Cegonha

Além disso, ressalta a gerente, os municípios estão aderindo à Rede Cegonha – uma rede de cuidados que assegura às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo, à atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério e às crianças o direito ao nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudáveis. A Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da Saúde, operacionalizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Karine, ainda não é possível contabilizar quantos municípios estão aderindo.

De acordo com o Ministério da Saúde, por meio da Rede Cegonha, serão custeados pelo órgão 100% dos exames e o fornecimento de kits para as Unidades Básicas de Saúde e para as gestantes. O transporte também será integralmente custeado, por meio de vale transporte e vale táxi. O Ministério da Saúde também arcará com investimento para construção nos dois primeiros anos de Centro de Parto Normal (CPN) e Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGB) e custeará 80% para ampliação e qualificação dos leitos (UTI, UCI, Canguru). O Ministério da Saúde informa que a Rede Cegonha deve ser implementada, gradativamente, em todo país respeitando critérios epidemiológicos, como taxa de mortalidade infantil, razão de mortalidade materna e densidade populacional. (Jornal do Tocantins)

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