A campanha de vacinação antirrábica realizada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) retomou sua segunda fase na semana passada. A imunização contra raiva teve início no dia 9 de dezembro do ano passado e só parou devido ao recesso do fim de ano. Somente na primeira fase da campanha, mais de 12 mil animais foram vacinados. O objetivo é imunizar cerca de 40 mil animais em todo o município.

Vanice da Costa Silva, gerente do CCZ, informou que na primeira semana de vacinação 4.539 cães e gatos foram imunizados. Já na segunda semana este número dobrou, chegando à 8.375, em toda Marabá Pioneira e em parte da Nova Marabá. “Os agentes de endemias vão de casa em casa para vacinar os cães, mas nós também recebemos pessoas que trazem os animais para vaciná-los aqui. E essa campanha vai até o dia 19 deste mês, podendo ser prolongada”, explicou.

A segunda fase da campanha será para imunizar os animais dos bairros Nossa Senhora Aparecida (Coca-Cola), Araguaia (Fanta), parte do KM 7 e restante da Nova Marabá, além dos núcleos São Félix, Morada Nova e Cidade Nova.

O exército colaborou com a vacinação, cedendo 15 militares para a campanha. Porém, nesta segunda fase, eles não puderam ajudar devido ao período de recesso. “As pessoas se sentem mais seguras quando o exército se envolve e a população até cobra”, confirmou Vanice.

O controle da raiva animal começou a ser feito em 2006 pelo CCZ e o último caso registrado foi em 2011. Neste período de 5 anos, 77 casos de animais contaminados foram identificados pelo órgão. “Em Marabá não há registro de caso desde 2011, graças à vacina. São poucas as cidades que fazem esse trabalho de casa a casa, porque é mais caro”, explicou a gerente do CCZ.

O órgão conta hoje com uma equipe de 100 agentes de endemia, responsáveis por passarem de casa em casa vacinando os animais. Porém, Vanice lembra que é preciso colaboração da população para que a campanha tenha bons resultados. “Às vezes temos dificuldade por encontrar casas fechadas e não conseguirmos vacinar os cães. O que também acontece é que muito dono não quer segurar o próprio cachorro. Eles ainda consideram pouco a quantidade de agentes que vão até as casas, que são dois. Mas o dono tem intimidade com o cão e pode facilitar a vacinação para o animal”, ressaltou.

Athos Araújo Rezende fez questão de levar o seu animal até o CCZ para ser imunizada. “É bom a gente trazer o animal para dar uma verificada. Até para a doença não espalhar, caso o animal esteja contaminado”, conta. Vanice enfatiza que a vacinação é um grande passo para evitar a contaminação e disseminação da doença, levando em consideração a rapidez e facilidade com que a zoonose se espalha. O CCZ está aberto todos os dias da semana, incluindo feriados, e funciona das 8h às 18h. Não é necessário agendar um horário para vacinar o animal. (CT Oline/Nathália Viegas)

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