f_Procon - Marabá (2)

A Centrais Elétricas do Pará S/A (Celpa) lidera a lista negra dos consumidores de Marabá e não é de hoje. Desde janeiro do ano passado, segundo um relatório divulgado pelo Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), tanto do estado quanto do município, a empresa acumula um verdadeiro rosário de reclamações. Foram mais de 700 denúncias, a principal contra a cobrança abusiva na tarifa de energia. O segundo lugar no ranking de denúncias vai para as empresas de telefonia – fixa e móvel.

A Celpa é a única empresa de distribuição de energia elétrica autorizada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a atuar no Pará, com sede em Belém e escritórios em 4 cidades do interior: Castanhal, Marabá, Santarém e Altamira.

“Os consumidores reclamam muito sobre cartas que vem com diferença na fatura. Eles que o valor cobrado pela companhia é muito superior ao que de fato consomem”, contou a advogada do Procon estadual, Natiele Braga.

A lista de consumidores indignados é grande. Nela está a dona de casa Erilza Guilhermina, de Morada Nova, que procurou o Procon para denunciar a Celpa, após uma sequência de cobranças que para Erilza são injustas. Visivelmente nervosa com a situação, ela desabafou como um pedido de ajuda para que outros consumidores também não sejam prejudicados pelo mesmo problema.

Em entrevista, Erilza disse que a empresa de energia elétrica do estado teria trocado seu relógio algumas vezes e que o valor da fatura não estaria condizendo com o que ela realmente utiliza, além de cobrarem um valor alto pela troca dos equipamentos.

“Vive trocando de relógio e não tem o resultado. Um preço absurdo! Eu comecei a pagar 80, depois 130, o relógio já voltou mais caro e agora tô pagando 300,00. Ontem (quinta, 7) foram na minha residência perguntando se eu queria parcelar. Que troca de relógio é essa que cobra 398 reais?”, disse.

Moradora do Bairro Morada Nova, Erilza estuda e trabalha vendendo produtos por conta própria para ajudar no orçamento da família. Com a fatura em mãos no valor de R$398, ela esbravejou questionando o valor alto que seria da troca de relógio. “Todo mês vem caro, mas dou meu jeito e pago para não faltar energia”. A consumidora tem uma audiência marcada para o dia 29 de março, quando o problema possivelmente será resolvido.

Entramos em contato com a Assessoria de Comunicação da Celpa, em Belém, para ouvir a empresa sobre as denúncias, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.

(Jackeline Chagas)

COMPARTILHE

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.