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O corpo microempresário Pedro Ventura, desaparecido há quase cinco meses e achado nessa quarta-feira (13), em avançado estado de decomposição, tem a marca de dois tiros na região da cabeça, segundo a Polícia Civil, após perícia do Instituto Médico Legal (IML). Há também a marca de um possível corte no pescoço, mas que só o laudo final vai dizer se realmente Pedro teve o pescoço cortado.

Para o delegado que atua no caso, Jean Gustavo Algarves, o achado do corpo só reforça a materialidade do crime, já que a polícia tinha a convicção que Pedro foi mesmo vítima de homicídio, que pode ter sido um crime passional.

“Antes mesmo desse achado, já havia a convicção para a polícia que Pedro Ventura tinha sido vítima de homicídio, inclusive, com a convicção da participação de Célia e dos irmãos dela, Laércio e Daniel, com base em outros elementos que foram juntados no inquérito. Então, o achado desse corpo reforça a materialidade desse delito”, afirma o delegado.

O corpo de Pedro foi achado no povoado Saramandaia, às margens da MA-122, no município de Buritirana. De acordo com delegado que preside o inquérito, Carlos César de Andrade, o corpo foi deixado em um local que era rota dos irmãos da ex-mulher de Pedro, Célia Ribeiro. Laércio e Daniel Ribeiro trabalhavam com a venda de roupas em feiras da região.

“O corpo foi achado da maneira que a gente previa, casualmente. Vários detalhes também reforçam a suspeita, a conclusão que o inquérito chegou de que o crime foi praticado por Célia e os irmãos e, eventualmente, outros partícipes. O fato de ter uma toalha envolto da cabeça de Pedro, é bom lembrar que os últimos momentos em que Pedro é visto vivo é quando ele recebe uma toalha, em frente à casa dele, da mulher com que ele estava tendo um caso. Essa toalha é um elemento de muita importância no caso”, relata Andrade.

Ainda de acordo com o delegado Andrade, o corpo foi achado enterrado em cova rasa e enrolado em lona plástica, material bastante usado no serviço que os irmãos de Célia trabalhavam. “Estava bem amarrado com cordas, bem diferente de alguém que não faz esse tipo de serviço. Não eram nós de pessoas que não têm o hábito de fazê-los”, detalha.

Para polícia, Pedro teria sido morto no mesmo dia em que foi visto pela última vez, já que foi encontrado com a mesma roupa. Com relação ao local onde o corpo foi encontrado, a polícia ainda vai ouvir o dono da fazenda para obter mais informações e saber se ele, ou alguém das proximidades, sabem ou têm alguma relação com o crime.

“É bem provável que tenha uma outra pessoa envolvida na ocultação desse cadáver, pois nós temos elementos nos autos de que eles (Célia e os irmãos) ficaram, aproximadamente, duas horas longe da cidade. Então, pode ser que tenha uma terceira pessoa e, essa pessoa, tenha ficado com esse encargo de ocultar o cadáver”, ressalta o delegado Jean Gustavo.

Os irmãos Célia, Daniel e Laércio Ribeiro já foram indiciados pela polícia e denunciados pelo Ministério Público por homicídio. Eles estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Com relação as outras pessoas citadas no crime, o dentista Leonardo Mendes, o policial militar
André Duarte e a Samara Theotônio, que ajudou na limpeza da casa de Pedro Ventura, os delegados afirmaram que não têm nenhuma informação que possa relacionar eles com o crime. (iMirante)

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