rioaratau1O desvio construído sobre o rio Arataú após a queda da ponte em Pacajá, na rodovia BR-230, a Transamazônica, cedeu no último final de semana depois das fortes chuvas, comuns no inverno amazônico da região. A estrutura de concreto já havia rompido há 13 meses. Segundo moradores, com o acesso impossibilitado, cerca de 1.500 caminhões e carretas formam filas dos lados do rio aguardando uma solução para seguir caminho.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pelas rodovias federais, informou que está construindo uma ponte de madeira no local desde o acidente, que deve estar pronta em algumas semanas e que prepara a licitação de uma nova ponte, de alvenaria, a ser construída no local. O Dnit disse ainda que tem elevado o aterro que permitia a passagem de veículos, dentro do que as normas de engenharia possibilitam, entretanto, pode ocorrer de o nível do rio subir acima do aterro construído.

Um morador da região improvisou uma balsa de tambor, puxada por uma corda, para fazer a travessia de mercadorias, carros pequenos e caminhonetes. Para a travessia de carros pequenos é cobrada a taxa de R$ 100 e para caminhonetes R$ 150.

“A ponte caiu no mesmo período do ano passado e é a região onde está sendo construída a usina de Belo Monte, uma das maiores do mundo! Um descaso”, afirma o analista de sistemas Nilson Galvão, que atualmente mora em Natal, mas visitou a família que vive em Pacajá na última semana.

Segundo Nilson, a família dele também decidiu morar no Nordeste após tantos problemas enfrentados no Pará. “Depois de 42 anos eles estão vindo morar em Natal, cansaram de ser esquecidos pelo governo. Minha mãe, que tinha um comércio, e meu irmão chegam amanhã, meu pai vem de caminhão e ainda não tem previsão de chegar”, conta.

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