Para o primeiro semestre de 2016 está prevista a finalização das obras de construção de pelos menos quatro delegacias, entre as quais duas regionais, em Açailândia e Barra do Corda, e duas convencionais, em Santa Inês e Santa Rita. Além disso, a Polícia Civil está expandindo o Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) para modernizar o atendimento e aperfeiçoar os procedimentos de cruzamento de dados.

De acordo com o delegado geral de Polícia Civil, Lawrence Pereira, há obras em andamento com construções de prédios ou reformas em Santa Inês, Zé Doca, Pinheiro, Bacabal, Barra do Corda, São Bento, Açailândia, Barreirinhas, Peritoró, Penalva, Imperatriz, São Mateus e Coroatá.

“A meta do governo Flávio Dino é levar uma boa prestação de serviço público com homogeneidade e de forma capilarizada. Quando pensamos em interiorização, pensamos em verificar a qualidade do melhor serviço que está sendo ofertado e buscar meios de estender a qualidade para todas as cidades do interior do Maranhão”, aponta o delegado Lawrence Pereira.

As delegacias regionais são implantadas em polos que atendem entre seis e 20 cidades, conforme a dimensão dos municípios. Elas dispõem de uma estrutura privilegiada, em função da maior abrangência e de servirem como suporte para as cidades menores. Tem efetivo maior de viaturas, de delegados e, em alguns casos, possuem delegacias especializadas, como as de narcóticos e de homicídios.

As cidades em que as regionais são instaladas são maiores, mais populosas e economicamente mais ativas. A partir dessa cidade, a Polícia Civil oferece apoio a outras unidades que estejam dentro dessa regional.

Além da ampliação estrutural, o reforço do quadro, com a chegada de novos policiais civis – convocados do último concurso público – proporcionará mais segurança para o interior do estado e possibilitará a abertura de novas delegacias. “Com base em análise e diagnóstico dos problemas que existem, priorizamos as comarcas e municípios onde está demonstrado maior índice de criminalidade de maneira a ampliar o acesso à investigação criminal, quando necessário”, comentou o delegado geral.

A interiorização da perícia criminal também tem sido intensificada. Em 2015, foram criadas perícias em Caxias e Santa Inês, além das de Timon e em Imperatriz, que já existiam. A ideia é expandir o serviço para as regionais. O aumento da quantidade de delegacias fazendárias também está no planejamento da Polícia Civil. A intenção é diminuir a evasão fiscal, que reflete na diminuição da arrecadação, e, consequentemente, na redução da reversão da arrecadação desses tributos para benefícios sociais.

Informatização

No início de 2015, o Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) estava instalado em apenas seis regionais, número que pulou para quinze no final do ano. A ideia é que todas as delegacias do interior acessem o sistema informatizado, o que possibilitará mais celeridade em termos de geração de estatística e agiliza a gestão, porque eleva o padrão dos procedimentos que são feitos no interior.

A democratização do uso do sistema nas delegacias padroniza a formatação do documento. O Sigo permite melhor pesquisa de indivíduos, veículos e outros bens, a partir de estabelecimento de filtros, confecção de boletins de ocorrência, e levantamento de números estatísticos.

“Com o sistema, saímos da ocorrência do livrão e passamos a ter uma consolidação melhor de dados. Temos maior precisão e a possibilidade de fazer melhor planejamento das operações policiais e podemos avaliar melhor a resolutividade dos casos”, explica Lawrence Pereira.

COMPARTILHE

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.