Aumentou para 33 o número de casos suspeito de microcefalia relacionada ao vírus zika no Pará. As ocorrências foram registradas em oito municípios, segundo o Ministério da Saúde, em boletim divulgado nesta terça-feira (5).

No início deste mês de dezembro de 2015, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) investigava apenas dois casos de microcefalia relacionado ao zika. No Estado, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), registrou 36 casos confirmados de zika, no mesmo período, além de um óbito. Uma adolescente de 16 anos morreu em outubro por causa da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo transmissor da dengue, febre amarela e chicungunya.

Máformação

Desde o início do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.174 casos suspeitos da malformação possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos.

Os estados passaram a notificar semanalmente os casos suspeitos de microcefalia ao Ministério da Saúde a partir de 11 de novembro, quando o a pasta declarou estado de emergência em saúde pública por causa do aumento de casos da malformação. Na ocasião, Pernambuco já tinha identificado 141 casos da doença.

Além disso, 38 mortes suspeitas de microcefalia relacionada ao zika vírus também são atualmente investigadas. Os dados se referem aos casos registrados até o dia 2 de janeiro.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.

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