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O segundo semestre de 2015 foi marcado pela entrega de três importantes conexões do modal rodoviário previstas no projeto de infraestrutura e integração do governo do Estado. As pontes sobre o Rio Curuá, de Igarapé-Miri e do Moju ajudaram a levar à população mais qualidade de vida, conectando regiões e colaborando para o desenvolvimento dos municípios localizados nas áreas de abrangência dessas obras.

“O Pará é o segundo maior Estado em estensão territorial, mas o maior em área útil, por isso os esforços empreendidos aqui acabam sendo maiores em razão das distâncias e do custo das obras. No entanto, conseguimos executar projetos de grande importância para regiões como o oeste paraense, onde a ponte sob o Rio Curuá fará a integração dos municípios de Alenquer, Monte Alegre, Prainha, Óbidos e Oriximiná. Na região nordeste temos a ponte Igarapé-Miri, que integra a Calha Leste e Oeste da hidrovia do Tocantins”, ressalta o secretário de Transportes do Estado, Kleber Menezes.

Já em relação à ponte do Moju, apesar de se tratar de uma obra de recuperação do trecho destruído, Menezes lembra que foi necessário um trabalho intensivo e minucioso para que a estrutura da ponte fosse preservada e o impacto ambiental fosse o menor possível. “Precisamos de um longo tempo para planejar esta reforma, pois era necessário preservar a parte que estava de pé e ao mesmo tempo não causar nenhum dano ambiental. Quando a operação de retirada das línguas pendentes, que exigiu todo um plano de contingenciamento, foi concluída, a reforma foi resolvida em seis meses e hoje temos uma obra de qualidade muito superior a que existia anteriormente. Além disso, a ponte é parte crucial da conexão da Região Metropolitana de Belém com a PA-150, uma das espinhas dorsais que nos liga até o sul do Pará”, argumenta o secretário.

Sobre as pontes:

Igarapé-Miri – Entregue à população pelo governador Simão Jatene, em 12 de setembro de 2015, a ponte Igarapé-Miri, que leva o nome do ex-secretário Clóvis Mácola, é a primeira de grande porte da região do Baixo Tocantins. A expectativa é de que, ao reduzir o tempo de viagem, a nova estrutura mude a realidade dos moradores dos municípios daquela região, como Abaetetuba, Barcarena, Acará, Moju, Mocajuba, Cametá, Baião e de Igarapé-Miri.

Ao todo, são 560 metros de extensão e 200 metros de rampa. Além disso, o projeto inclui tecnologia de iluminação solar e um sistema de proteção dos pilares para evitar possíveis impactos com embarcações. Com essa obra, o governo do Estado já soma mais de 300 milhões investidos na implantação e recuperação das pontes de madeira e concreto em todo o Pará.

Rio Curuá – Resultado de um investimento de R$ 13.789.813,11, a ponte localizada na rodovia PA-254, no município de Alenquer, oeste do Estado, foi entregue no dia 26 de setembro de 2015. Com uma estrutura de 370 metros de extensão e aproximadamente nove de largura, a obra permite a integração de Alenquer com outros municípios da região, de Prainha até Oriximiná, além de viabilizar o escoamento da produção agrícola e extrativista dos municípios que integram a Calha Norte.

“Antes a balsa era a única alternativa de transporte disponível e a gente tinha muita dificuldade, principalmente durante a cheia do rio, pois a balsa não dava conta de carregar os carros por causa da correnteza. Agora nós temos acesso à travessia a qualquer hora e o nosso produto pode chegar a outros municípios e até Estados próximos. Por isso acredito que vamos ganhar muito ainda com essa ponte aqui no nosso município”, aposta o agricultor Antônio Adelcio Gomes, 42, que vende parte de sua produção de mandioca, farinha e banana para os municípios de Alenquer e Óbidos.

A ponte sobre o rio Curuá conta com pavimentação, sinalização horizontal, vertical e pontos refletivos. Toda a base foi pavimentada, assim como os dois acessos, de 100 metros cada, nas laterais.

Rio Moju – A última ponte entregue em 2015, no dia 19 de dezembro, demandou um esforço intensivo do grupo de trabalho coordenado pelo governo do Estado, que envolveu diversos órgãos, para acelerar os serviços desde que a ponte foi interditada, em março de 2014. O longo prazo de execução se justificou pelo cuidado especial com o meio ambiente.

Pontes são destruídas e reconstruídas com rapidez em outros cenários, com o uso corrente de dinamite. Essa hipótese, porém, foi descartada desde o começo pelo próprio governador Simão Jatene, que recomendou aos técnicos envolvidos a solução de menor impacto ambiental possível, ainda que mais demorada.

“Nem sempre damos valor ao que temos. Foi só depois que perdemos a ponte, que nos demos conta da importância que ela tem para todos nós”, avaliou João Nunes, que mora em Moju há mais de 30 anos. O marceneiro, assim como toda a população daquela região, ansiava pela conclusão da obra. “Vivemos momentos bem críticos depois do acidente que resultou na interdição da ponte. Sabemos que a administração não teve culpa, mas foram dias complicados. Mas hoje felizmente podemos comemorar o fim dos nossos problemas.”

O projeto de recuperação da ponte incluiu a construção de defensas de proteção dos pilares e  ampliação da sinalização náutica com um número maior de boias para orientar os navegantes. A ponte do Moju foi inteiramente repavimentada e também recebeu iluminação com lâmpadas de led, que permite ter uma visão melhor do corpo da estrada. Em toda a extensão, de 868 metros, há postes com placas de energia solar, o que garante mais economia e sustentabilidade.

Diego Andrade
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