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Estão paradas desde o início de dezembro passado, as obras do prédio de Parauapebas, para onde serão transferidos os detentos que hoje estão custodiados na Carceragem do Bairro Rio Verde. A obra, iniciada em 2013, era para ter sido entregue no mês passado, mas foi adiada pela Superintendência do Sistema Penal para o primeiro semestre de 2016, sem data definida para a inauguração.

No canteiro de obras, ninguém da empresa Arteplan, responsável pela construção, foi encontrado para falar sobre o assunto. A informação é que, em dezembro, parte dos funcionários foi remanejado para a obra do presídio de Altamira, no Oeste do Estado, e que, possivelmente, só em março as obras da casa penal de Parauapebas seriam retomadas.

O motivo da suspensão seria a falta de repasse de recursos por parte do Governo do Estado. A nova carceragem, com 2.448 metros quadrados, está localizada na VS10, área mais afastada do centro da cidade, às proximidades do acesso a PA-160, e terá capacidade para 306 detentos.

Na placa da obra está especificado que ela seria entregue em 540 dias. Quando esteve em visita ao local, em outubro do ano passado, o superintendente do Sistema Penal, André Cunha, reconheceu que a obra estava atrasada e justificou que isso ocorreu em virtude de problemas para obter licenças de construção.  Na época, o mato já começava a tomar conta da área edificada.

Orçada em R$ 4,5 milhões, o novo presídio, vai dar suporte as unidades prisionais de Redenção e Marabá. O prédio vai contar com estacionamento, guarita, reservatório elevado, torre de controle, módulos para agentes penitenciários, módulo de recepção e revista, módulo de administração, módulo de triagem e inclusão, módulo de assistências à saúde, módulo de tratamento penal, módulo polivalente, módulo de visita íntima, módulo de ensino, módulo de convivência coletiva, módulo de vivência individual, centro de controle e alojamento de guarda externo.

A paralisação da obra deixa ainda mais apreensivos os moradores do Bairro Rio Verde, que não veem a hora da carceragem dali ser desativada, uma vez que é comum fugas de detentos do local, que fica no centro da cidade. Segundo a direção da carceragem, hoje estão custodiados no local 103 presos, sendo que a capacidade é para 90.

Ano passado, 20 detentos fugiram da carceragem e boa parte até agora ainda não foi recapturada. Por conta da falta de segurança, algumas medidas foram adotadas, como a colocação de cerca elétrica e monitoramento por câmara, mas esse sistema ainda não foi completamente concluído.

O CORREIO solicitou nota da Susipe sobre os motivos da paralisação da obra e se há prazo para que seja retomada, mas até o fechamento desta edição ninguém havia respondido.

Síntese– Segundo a direção da carceragem, hoje estão custodiados no local 103 presos, sendo que a capacidade é para 90 detentos. (CT Online/Tina Santos)

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