jacundá

Uma Análise do Índice de Áreas Verdes (IAV) na cidade de Jacundá, realizado por um grupo de estudantes, revelou que 42% dos habitantes têm uma árvore por perto, enquanto 58% deles não têm uma árvore em torno de sua moradia. Na medição pela altura e circunferência das árvores o percentual encontrado é de 6 m²/habitante. A pesquisa, feita por amostragem sob a orientação da professora Maria Dalva da Cruz Luz, Geógrafa e especialista em Gestão e Meio Ambiente, foi realizada pelas estudantes da Turma 04, do curso em Técnico em Meio Ambiente, Cristina Conceição da Silva, Eulla Correia Soares, Terezinha Taveira Araújo, Antonia Alves Rodrigues (Marta), Juliene Oliveira da Cruz, Maiany Leitão Branco e Helenilda Ferreira Araújo.

Com o título de “A contribuição das árvores ou áreas verdes para a proteção da saúde”, o trabalho acadêmico traz a importância tanto de preservar o restante de florestas nativas como incentiva o plantio de árvores. “A presença de áreas verdes traz uma considerável melhoria e estabilidade microclimática devido a diversos aspectos, como a redução do calor e da insolação direta; a diminuição da velocidade dos ventos; e a ampliação da umidade do ar. Com isso, a diferença de temperatura entre regiões arborizadas e áridas numa mesma cidade pode chegar a mais de 4ºC”, explica Dalva Cruz.

Citando como exemplo a cidade de São Paulo, Dalva mostra que por lá vive-se atualmente um clima de deserto: quente e seco durante o dia; frio e seco durante a noite. “O excesso de calor gerado pela ausência de cobertura vegetal afeta significativamente o metabolismo humano, que, ao buscar a compensação térmica, causa diversos transtornos às pessoas, como desidratação, falta de apetite, perda de energia e aumento da fadiga. Em crianças e idosos, esse desequilíbrio pode ser fatal”, frisa.

Método

De acordo com a aluna Terezinha Taveira Araújo, uma das envolvidas no trabalho, o cálculo dos índices de áreas verdes por habitante em Jacundá foi realizado de duas formas: primeiro foi feito um levantamento da quantidade de árvores nas ruas, praças, avenidas, quintais, etc, e dividido pela quantidade de habitante da zona urbana.

Segundo a medição da circunferência e altura da copa das árvores nos locais mais concentrados, dividido pelo número de habitantes, de acordo com informações do IBGE-2010. “Considerando o resultado geral, incluindo todos os bairros de acordo com a quantidade de árvores, 42% dos habitantes tem uma árvore por perto, enquanto 58% dos moradores não têm uma árvore em torno de sua moradia”, informou.

Benefícios

Ainda, segundo a professora, as árvores têm o poder de purificar o ar promovendo vários benefícios à saúde. Segundo a literatura mundial, a poluição do ar reduz a expectativa de vida e provoca mais risco de infarto, pneumonia, bronquite crônica, asma e câncer do pulmão, entre outras doenças. O ar poluído já é a primeira causa ambiental de mortes no mundo, ultrapassando a água contaminada e doenças infecciosas.

Um dos benefícios mais importantes da presença de áreas verdes nas cidades é que as árvores produzem oxigênio por meio do processo de fotossíntese, reduzindo gases de efeitos estufa ou ainda captando parte das partículas finas em suspensão no ar.

A cobertura vegetal, por outro lado, pode absorver e filtrar grande parte dos materiaisparticulados e elementos tóxicos, como enxofre e manganês, que ficam retidos nos troncos das árvores. “Pessoas que residem próximas às áreas verdes nas cidades estão mais protegidas das doenças cardiovasculares fatais. À medida que a moradia se distancia das áreas verdes, aumenta-se o risco dos moradores sofrerem infarto”, explica Dalva.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, há evidências de que a proximidade de áreas verdes traz outros inúmeros benefícios físicos, psicológicos e mentais à saúde, como o próprio convívio social dessas pessoas nessas áreas, como praças, e a prática de exercícios físicos.

Estudos realizados por estudantes de medicina que compõem o Grupo SOS Mata Atlântica (2014), relatam que as pessoas que vivem próximo de áreas arborizadas melhoram as funções cognitivas, são menos deprimidas e têm menos demência ou doenças como o Alzheimer. (CT Online/Antonio Barroso, freelancer)

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