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Peritos da Polícia Civil visitaram nesta terça-feira (12) a Fazenda Cedro, localizada no município de Marabá, no sudeste do Pará, como parte das investigações da invasão que a propriedade sofreu durante a madrugada. De acordo com os funcionários da fazenda, cerca de 80 homens armados e encapuzados participaram da invasão ao local, rendendo seguranças e funcionários.

“Essas pessoas entraram já atirando e já colocando fogo nas casas. Já iam roubando, saqueando e outros iam queimando. Eles cercaram os seguranças e teve o confronto. E desigual, porque temos apenas quatro seguranças e eles eram mais de 80 pessoas”, relata uma testemunha que não quis se identificar.

Onze casas foram totalmente destruídas, além de uma motocicleta e um trator. Segundo os peritos, a investigação deve durar mais de dez dias. “Como se tratam de onze imóveis, mais um trator queimados, a gente deve pedir mais uma prorrogação de prazo para que a gente possa concluir essa perícia de forma satisfatória”, afirma o perito Augusto Carvalho.

Ainda de acordo com Carvalho, a perícia atua na identificação dos responsáveis. “Já coletamos alguns pertences de algumas pessoas que entraram, para ver se a gente consegue fazer alguma identificação”, disse o perito.

O ataque da madrugada desta terça foi o terceiro ocorrido nos últimos três meses na propriedade, que tem 7 mil hectares e 8 mil cabeças de gado. Em novembro e dezembro de 2015, cerca de 30 animais da fazenda foram mortos a tiros, de acordo com a gerência da Fazenda Cedro.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) defende que a fazenda seja desapropriada pelo Incra e destinada à criação de um assentamento. A direção do MST no sul e sudeste do Pará negou a participação de integrantes do movimento na invasão à fazenda, e se colocou à disposição da Polícia para esclarecer o caso.

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