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A Superintendência da Polícia Civil do Xingu informou, nesta quinta-feira (21), que não descarta o envolvimento da estudante Chiara Buchinger Alves no assassinato dos pais e do irmão mais velho. O outro irmão de Chiara, Henrique Bunchinger Alves, foi preso em Goiânia por suspeita de participação no crime.

Segundo a polícia, quatro homens armados invadiram a casa da família no dia 6 de janeiro. Eles renderam as vítimas, que foram mortas por asfixia. A brutalidade dos assassinatos gerou grande comoção em Altamira, no sudoeste do Pará. A polícia ainda não sabe o que motivou o crime. “Sempre ocorre essa situação de ganância, mas não teve nada de muito volumoso que chamasse atenção”, disse o superintendente da Polícia Civil, Vinicius Dias.

“Eram cinco na casa, sobreviveu ela e o Henrique. Chegamos à prisão do Henrique. A gente não descarta, mas não tem nada confirmado (sobre a participação dela) . A nossa investigação está em andamento”, afirmou o superintendente.

A filha caçula da família Buchinger está na casa do namorado, em Goiânia, onde ela estuda. De acordo com o delegado, ela e Henrique foram ouvidos em Altamira logo após o crime, por não serem suspeitos na época e não terem impedimento de viajar. Os irmãos teriam deixado a cidade alegando assédio após a morte da família.

Ataques virtuais

Chiara vem sendo alvo de ataques em seu perfil em uma rede social desde a prisão do irmão, que estava hospedado na mesma casa em que ela mora. Em um dos comentários, postado em uma foto que ela publicou de toda a família após o crime, a estudante foi comparada a Suzanne Von Richthofen, jovem presa por tramar a morte dos pais em 2002, em São Paulo.

O superintendente do Xingu informou que está monitorando as postagens na rede. “Estou acompanhando as redes sociais e tem muitas opiniões infundadas e ‘achismo’”, disse o superintendente de polícia.

Entre as hipóteses comentadas na internet, está o envolvimento de um suposto namorado de Henrique no crime. “A priori isso não teria interferência no caso. Foi cogitado nas redes sociais de um possível namorado envolvido, mas antes de interrogá-lo não tenho como saber o real motivo”, explica Dias.
Prisão

A Polícia Civil prendeu na última terça-feira (19), durante a operação “Iscariodes”, quatro suspeitos de participar do assassinato. Entre eles, o filho do casal, Henrique Buchinger Alves, que estava em Goiânia.

Os outros três presos já estão no presídio de Altamira e já foram interrogados, separadamente, mais de uma vez pela polícia.

Henrique deve ficar preso em Altamira assim que a Justiça de Goiás autorizar que ele seja recambiado. Uma equipe de policiais civis do Pará está na cidade de Goiânia para acompanhar o preso na viagem de avião comercial.

O bispo emérito do Xingu, Dom Erwin Krautler, era amigo da família e acredita que, com as prisões, a polícia vai desvendar os detalhes do caso. “Tem muito mistério nesse crime e a população de Altamira, a sociedade altamirense tem o direito de saber até os mínimos detalhes do que realmente aconteceu”, disse.

Entenda o caso

De acordo com a polícia, Luís Alves Pereira, a esposa Irma Buchinger Alves e os três filhos do casal, sendo dois homens e uma mulher, estavam na residência da família quando criminosos invadiram a casa, na madrugada do último dia 6 de janeiro. Os suspeitos renderam o casal e o filho mais velho e usaram fita adesiva e um cadarço de sapato para cometer o crime.

Henrique e a irmã caçula foram algemados e trancados no banheiro, mas conseguiram escapar por uma janela e pedir ajuda para a polícia. O casal de empresários era proprietário de uma boutique de roupas que funcionava no mesmo endereço da residência. Inicialmente, a polícia acreditava que os suspeitos teriam invadido o prédio à procura de dinheiro e feito a família refém. (G1)

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