Governador Flávio Dino, ao lado de Carlos Brandão, durante cerimônia em que o vice-governador assumiu interinamente o comando do Estado. Foto: Karlos Geromy/Secom

O vice-governador Carlos Brandão assumiu interinamente nesta segunda-feira (4) o comando do Estado. Durante período em que o governador Flávio Dino está fora do Estado, Carlos Brandão dará prosseguimento a todos os projetos liderados pelo governador para os próximos anos no Maranhão. O governador em exercício afirma nesta entrevista como será a interinidade no governo, avalia o primeiro ano de gestão Flávio Dino e fala sobre as perspectivas para 2016. Confira:

Como o senhor avalia esse período em que assumirá o governo do Estado?

É algo natural para mim, que tenho participado cotidianamente das atividades do Governo, tanto de detalhes administrativos, técnicos, quanto de caráter político. Estamos bem alinhados com o que pensa o nosso governador Flávio Dino e toda a equipe do governo do Estado.

Então, apenas continuarei a agenda já pré-construída, participando de solenidades e tocando a programação que já estava em andamento. Acredito que não haverá dificuldade porque, como já afirmei, acompanho de perto as atividades do nosso governador, inclusive representando-o em algumas ocasiões. Agradeço a confiança em mim depositada e buscarei corresponder às expectativas.

Qual a sua avaliação sobre primeiro ano de governo Flávio Dino?

Com a posse de Flávio Dino ao cargo de governador do Estado nasceu uma nova forma de gestão com a valorização do funcionalismo público, tanto na inclusão de profissionais de diversas áreas para a prestação de serviços, como é o caso de policiais militares e professores, quanto às propostas de aumento em seus salários.

A política da transparência dos gastos públicos, o combate à corrupção, a contenção de despesas desnecessárias que impediam o Estado de promover benefícios para a população e, sobretudo, a aposta acertada na redução das desigualdades sociais com a adoção de políticas públicas voltadas para este foco foram outros grandes saltos.

Este ciclo de fortalecimento dos espaços de crescimento profissionais e sociais acabou por aquecer a nossa economia, já que quando uma pessoa conquista uma projeção salarial ou mesmo recebe um ajuste positivo em seu orçamento, a tendência é a de que movimente as economias locais, realize aquisições pessoais, e é o que vem ocorrendo no Maranhão. Isso nos auxilia na superação da crise financeira que hoje afeta a tantos outros estados vistos como sendo mais ricos que o nosso e que não bateu em nossa porta com semelhante força. O aumento do poder aquisitivo dos funcionários públicos manteve a arrecadação em equilíbrio do ICMS, com uma pequena melhora.

Quais as perspectivas do Maranhão para manter as finanças saneadas e assegurar investimentos em meio à retração da economia nacional? 

O Maranhão desenvolveu uma receita que deverá ser aprimorada ainda mais em 2016: foco na atração de novas empresas, com a articulação de investimentos nacionais e internacionais, dando a elas segurança jurídica e incentivos fiscais.

Outro avanço que será aprimorado neste ano pelo governador Flávio Dino é a execução de novas obras em todo o Maranhão, gerando mais emprego e renda para a população, promovendo a superação das desigualdades sociais. Certamente diversas outras obras que estão em fase de licitação pública serão concluídas, o que aquecerá ainda mais o nosso mercado interno.

O acréscimo no contingente policial, no quadro de professores, na absorção de novos profissionais na Caema e Detran e demais outras áreas surtirão efeito positivo no enfrentamento da crise econômica e financeira de proporções internacionais. Tudo isto porque o governo Flavio Dino soube investir na qualidade de vida da população, que respondeu com o aquecimento de nosso mercado, o que retorna proporcionalmente em forma de imposto para o Estado. Mesmo com a perda de arrecadação nacional, o Maranhão tem driblado a crise. Ou seja, os investimentos nos salários tem gerado o aumento no consumo, garantindo a arrecadação dos impostos.

Uma proposta de mudança que foi adotada por Flávio Dino e merece reflexo nos governos estaduais e federal é justamente o enxugamento da máquina pública. Com o dinheiro oriundo dessa economia e também dos investimentos advindos dos empréstimos junto aos bancos será viável a geração de serviços públicos em diversos setores, como já foi comentado e, com isso, novos profissionais serão contratados, por força das demandas produzidas. Esta é uma cadeia de emprego e renda que merece atenção. Caso contrário, os Estados só enfrentarão cortes.

Quais os projetos que promoverão mudança de qualidade de vida e renda para a população do Maranhão em 2016?

Quarenta por cento da população maranhense vive hoje no campo e dele tira o seu sustento. Esta é a nossa vocação. As populações desenvolveram uma tradição no agronegócio e na agricultura familiar.

O que se torna vital, portanto, é que o governo do Estado invista cada vez mais nisso, com novos incentivos, novas tecnologias, fortalecendo a economia voltada para o meio rural.

Para o espaço urbano visamos uma frente de atração de novas empresas através do método já explicitado, que são os incentivos fiscais. Veremos florescer emprego e renda em diversas áreas de produção nas grandes cidades.

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