Nesta segunda-feira, 9, o presidente estadual do PSDB, senador Ataídes Oliveira, fez uma visita técnica às instalações do Hospital Geral de Palmas e se reuniu com a diretoria para obter informações sobre a situação do maior hospital do tocantins e da qualidade no atendimento à população.

Reclamações constantes dos cidadãos, como a falta de medicamentos e superlotação foram confirmadas com a visita.

Acompanhado por Renata Duran, diretora do HGP, o senador percorreu o hospital de campanha (anexo), UTI e corredores onde estão alojados dezenas de pacientes que esperam por uma vaga em macas improvisadas e num calor insuportável.

“A Saúde do Tocantins está na UTI. Pacientes, médicos e outros profissionais de saúde estão sendo vítimas da negligência e da omissão do estado. faltam medicamentos, não há refrigeração adequada e a superlotação é preocupante.” analisa Ataídes.

Segundo indicadores apresentados pela diretora, a maior parte dos pacientes vem sem nenhum tipo de filtro à procura de especialistas das áreas de neurologia, cardiologia, cirurgia vascular, urologia e psiquiatria o que aumenta a superlotação.

A obra do HGP foi paralisada por dois anos e só foi retomada em março de 2015. “O dinheiro do HGP que era destinado às obras foi desviado para campanha eleitoral. quem fez isso tem que responder na Justiça.” declarou o senador

“Sinto o comprometimento dos profissionais, mas a desatenção do estado é alarmante. estamos longe do ideal. Mais cedo ou mais tarde, vai acontecer com o sistema de saúde do Brasil o que aconteceu com o sistema penitenciário. A situação da saúde é gravíssima e emergencial”, acrescentou

O senador Ataídes reivindica a criação de mais hospitais regionais e o aumento no número de leitos, além da valorização dos profissionais que realmente cuidam da saúde do povo. “Tem que mandar embora os funcionários fantasmas que recebem e não trabalham, só assim vamos sair deste caos. precisamos de boa gestão. competência. vamos olhar a saúde com lupa”, finaliza.

Em agosto de 2016, o senador apresentou ao ministro da saúde, Ricardo Barros, o pedido de intervenção federal no sistema público de saúde do Tocantins. Na ocasião, estava faltando alimentação para os pacientes.

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