f_SineCerca de 100 pessoas desempregadas se aglomeraram em frente à sede do Sistema Nacional de Emprego de Parauapebas (Sine/Parauapebas) nesta sexta-feira (26) pela manhã e atearam fogo em pneus e galhos de árvores, bloqueando a rua de acesso ao órgão, no centro do bairro Cidade Nova. Elas cobram maior oferta de vaga de emprego na cidade e alegam que as poucas vagas ofertadas diariamente seriam destinadas a pessoas com alguma influência dentro do Sine. O coordenador do órgão, João Batista Viana Everton, nega as acusações dizendo que o órgão não garante emprego a ninguém. “Somos apenas uma ponte entre o candidato e o empregador”, defende-se.

A manifestação começou por volta das 11 horas, após não ter dado resultado positivo uma reunião organizada pelo Sindicato dos Rodoviários, que convidou a Prefeitura de Parauapebas, Ministério Publico do Trabalho, a mineradora Vale, Justiça do Trabalho, Câmara de Dirigentes Lojista (CDL) e Associação Comercial do município para discutir formas de garantir que as vagas de emprego ofertadas na cidade pelas grandes empresas sejam destinadas aos moradores locais. Segundo o presidente do sindicato, Joel Pedro, a situação hoje de Parauapebas é crítica no que tange a geração de emprego e renda.

Ele diz que será realizada outra reunião para discutir qual o caminho que irão tomar diante da situação crítica no município. “Não dá mais para ficarmos parados. O povo está desempregado e as poucas vagas que são ofertadas são destinadas para pessoas de fora. Isso nós não podemos mais aceitar”, avisa.

De acordo com Joel, Vale e prefeitura precisam sentar para discutir essa situação. “Do jeito que está, não dá para continuar”, ressalta, frisando que a Vale e suas prestadoras de serviço precisam priorizar a mão de obra local.

Sobre a denúncia de direcionamento de vaga, o coordenador do Sine, João Batista, diz que isso é boato. Segundo ele, todas as vagas ofertadas diariamente são afixadas na parede na entrada do órgão, para que as pessoas possam conferir.

Ainda de acordo com ele, o órgão faz o encaminhamento para a vaga de emprego ofertada àquelas pessoas que se encaixam dentro do perfil exigido pela empresa que quer contratar. “O Sine não contrata ninguém, apenas fazemos o encaminhamento”, esclarece.

Quanto a discutir medidas para garantir que as vagas de empregos ofertadas sejam preenchidas por pessoas da cidade, Batista frisa que, como secretário da Comissão de Emprego, está viabilizando uma reunião com a Vale e outros empresas instaladas no município com o objetivo de debater essa situação.

“Vamos expor que é preciso haver o bom senso e que as contratadas das multinacionais que atuam no nosso município destinem as vagas de emprego para as pessoas que moram em Parauapebas. Porque a informação que temos, e já flagramos alguns casos, e de que estão trazendo pessoas de fora”, pontua.

Ainda de acordo com ele, muitas empresas estão se valendo da crise para alegar que não estão contratando na cidade, quando na verdade estão trazendo pessoas de fora. “Então pra quê elas constroem alojamento e alugam hotéis. É sinal que seus empregados não são daqui”, enfatiza.

A manifestação terminou por volta de meio dia, após a intervenção da Polícia Militar. Alguns manifestantes chegaram a bater boca com a polícia, mas ninguém foi preso. Uma viatura do Corpo de Bombeiros foi acionada, para apagar o fogo e liberar a pista. (CT Online/Tina Santos)

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