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Está decidido: a tarifa do transporte em ônibus coletivo em Marabá vai saltar dos atuais R$ 2,50 para R$ 3,00 no dia 10 de fevereiro. É a data em que o prefeito deverá mandar publicar o decreto com o novo valor a ser praticado. O aumento é da ordem de 20% e ainda está aquém do que queriam as duas empresas que têm a concessão do serviço, que seria R$ 3,20. Apenas um dos conselheiros de Transporte presentes à reunião na Prefeitura votou pela tarifa de R$ 2,80, suficiente para cobrir a inflação. Os demais foram convencidos pelo argumento de que o serviço está à beira do colapso.

O novo preço foi decidido em reunião com a presença dos membros do Conselho Municipal de Transporte e o prefeito João Salame Neto. O aumento está condicionado ao cumprimento de acordos firmados em 2014. Aumento da frota e a concessão do passe livre ainda estão em aberto. O último reajuste, referente ao preço atual da tarifa, que é de R$2,50, aconteceu em de dezembro de 2014.

A proposta inicial de aumento apresentada pelas empresas responsáveis pelo transporte público em Marabá era de R$3,80. Porém o Conselho Municipal de Transporte interferiu nas negociações. “Eles diminuíram a proposta para R$3,20. O prefeito, então, intermediou muito bem e viemos com a proposta de R$3. Sendo que a meia passagem continua em R$1 e, após o recadastramento, irá para R$1,50”, informou o conselheiro Gilberto Soares dos Santos, conhecido popularmente como Beto Jamaica.

Questionado sobre o percentual de 20% de aumento, Beto avalia que a situação poderia ter ficado ainda pior e vê a negociação firmada para o novo valor, como a adequada. “O conselho mais uma vez evitou um aumento abusivo. Porque a preocupação era que as empresas fossem à Justiça e conseguissem a passagem a R$3,80. E tem mais o problema do desequilíbrio desse sistema”, avalia. Foi exigido também que as empresas consigam a liberação dos 13 ônibus que foram apreendidos pela Justiça no dia 16 de janeiro, no pátio da Nasson Tur.

Transporte

Rogério Matias, do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU), também participou da discussão e esclareceu que ainda restam 6 meses para o cumprimento dos acordos firmados em 2014. “O Prefeito insistiu na fala de que as cláusulas que ainda não foram cumpridas deverão ser quitadas, dentro do prazo. O Conselho votou apenas pelo valor que repõe a inflação. E foi exigido que o aumento seja condicionado ao retorno da frota, visto que as empresas tiveram uns problemas”, explicou.

Durante a votação nem todos os conselheiros aprovaram o aumento da tarifa, como foi o caso de Pedro Santos. Para ele os usuários vão sair prejudicados nesta situação. “Eu fui contra, porque enquanto não cumprirem a situação da reposição da frota e da melhoria do sistema, eu propus que não aumentasse”, ressaltou. (CT Online/Nathália Viegas)

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