f_ONIBUS1A construção do Terminal de Integração de Marabá segue paralisado e sem previsão de construção. Em fase de estudos, o secretário municipal de planejamento, Roberval Marco Rodrigues, adianta que a necessidade imediata do cidadão marabaense em relação ao transporte público é outra. Ao invés da construção de um terminal que demoraria de 1 a 2 anos para ser construído, o secretário propõe a construção de estações modais em frente ao shopping Pátio Marabá.

Dessa forma, defende, os ônibus não precisariam dar as enormes voltas de uma ponta a outra da cidade e os moradores não perderiam tanto tempo dentro dos coletivos. Funciona assim: o passageiro que vem de Morada Nova, por exemplo, e para na estação modal em frente ao shopping poderia pegar outro ônibus dentro de uma hora sem precisar pagar outra passagem, mediante a apresentação do bilhete temporal ou bilhete único.

“Não tenho como deixar o sistema como está, pois é um desenho muito antigo. Um ônibus, por exemplo, que sai de Morada Nova e vai para a Liberdade, precisa de uma integração nesse meio. A pergunta é: As pessoas passam mais tempo dentro do ônibus ou dentro do terminal? Então é melhor melhorar os ônibus ou o terminal? Essas escolhas que quero trabalhar. Não adianta um terminal maravilhoso se o passageiro passa 15 minutos nele”, disse o secretário.

Na concessão do serviço de transporte coletivo público, firmado em 2012 durante o governo do prefeito Maurino Magalhães, ficou estabelecido que a Administração Pública é responsável pela construção do terminal de integração e das paradas de ônibus. Hoje, a responsabilidade está com o Prefeito João Salame. Mas, a novela parece estar longe ainda de acabar.

A discussão sobre melhorias no sistema rodoviário ficou ainda mais latente após a apreensão dos 13 ônibus da empresa Nasson Tur, na segunda quinzena de janeiro. Roberval Rodrigues disse cobrar uma frota nova para as empresas concessionárias, mas as mesmas teriam argumentado que não teria como renovar sem aumento da tarifa, segundo o secretário. Frente a isso, entre propostas e contra propostas, a tarifa rodoviária teve seu reajuste, passando a valer a R$3, a partir do dia 10 de fevereiro, quando o prefeito deverá mandar publicar o decreto formalizando o aumento de 20%.

O CORREIO entrou em contato com o gerente João Martins da concessionária de transporte público, TCA, mas ele estava acamado e não pôde atender a Reportagem. Em seu lugar, João indicou um dos membros da diretoria administrativa do VT Card, Helvécio Moreira, para falar sobre o rumo do transporte público. Em entrevista, Helvécio disse que a prioridade no momento é a recuperação da frota apreendida, e que a renovação dos ônibus ficaria para outro momento. “Nossos custos operacionais estão excedendo a receita, hoje há um desequilíbrio no sistema, é complicado pensar a renovação da frota agora”.

Seplan pretende investir R$ 435 milhões em 2016

A Secretaria Municipal de Planejamento já tem o seu calendário de obras e recursos previstos para o ano de 2016. De acordo com Roberval Marcos Rodrigues, secretário de planejamento, obras paradas serão retomadas, o projeto de saneamento será colocado em prática e novas construções serão iniciadas. O orçamento estimado para a execução de todas essas obras é de R$435 milhões aproximadamente, provenientes de verbas federais e contrapartida de R$ 40 milhões por parte do Município.

Uma das obras inclusas na previsão de retorno é a do estádio municipal que, segundo Roberval, passa por problemas burocráticos que impedem a sua conclusão. “A obra do estádio dependia de algumas reprogramações, porque esqueceram-se de informar no processo de convênio a mudança de local, uma vez que inicialmente a construção seria na Folha 16”, informou.

Ele falou que dentro do planejamento da Seplan estão previstas as obras de pavimentação e drenagem, um centro de iniciação esportiva, construção de creches e um novo projeto de saneamento. Contudo, as obras relacionadas à educação não entram dentro do orçamento de R$ 435 milhões. Roberval também esclareceu que muito ainda não pôde ser feito devido ao período chuvoso. “É uma gama muito grande de recursos e vencidas as reprogramações, queremos retomar as obras em abril, depois do período chuvoso”, informou.

O secretário de planejamento ainda ressalta um avanço da SEPLAN quanto aos recursos destinados ao saneamento básico na cidade. “Nossa grande vantagem foi, agora no fim do ano, a liberação de um contrato de saneamento de cerca de 250 milhões, e isso só aconteceu, porque o município fez a lição de casa”, afirmou.

Negativado

Roberval contou que quando a nova gestão assumiu a Seplan, o município se encontrava em uma situação desconfortável, com folhas de pagamento atrasadas e negativado no Calc (espécie de SPC/Serasa do Serviço Público). “Pegamos um município negativado no CALC, que é o que garante que nossas transferências por emendas parlamentares ou por recurso federal libere os convênios”, justificou. O município saiu do Calca em novembro de 2013.

Ele também levanta a questão da crise que atingiu todo o Brasil no fim de 2014, lembrando que os repasses de recursos federais diminuiram. “Mas o município continuou batalhando por seus antigos projetos. E conseguimos respirar mais tranquilos no fim de 2015”, contou.

Roberval falou que o que freou o avanço da Seplan em 2015 foi novamente o Calc, uma vez que a prestação de contas não foi aprovada e existem ainda algumas pendências a serem resolvidas. (CT Online/Jackeline Chagas, Nathália Viegas e Jackeline Chagas)

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