f_Escola Municipal Santa Rosa ll (1)A Secretaria Municipal de Educação (Semed) está correndo contra o tempo para cortar gastos. Com a folha de pagamento estourada, o órgão está buscando soluções para economizar de todas as formas. Uma das opções escolhidas foi o fechamento de escolas, como o que atingiu a E.M.E.F Santa Rosa II, localizada na Marabá Pioneira. Pais de alunos que estudam na instituição não aceitaram a notícia de forma amigável e estão se unindo para ir até a defensoria pública tentar reverter a situação.

Um dos pais de aluno, Rene Rodrigues, procurou a imprensa para contar sobre a determinação. Ele, que havia acabado de sair da reunião na qual foi comunicado o fechamento da escola, considerou irresponsável o ato da Semed. “Os alunos terão que ser remanejados para outra escola, só que eles querem mandar para uma escola longe do bairro em que as crianças moram. Quem é que vai garantir a integridade física das crianças e com qual argumento eles fecham uma escola? A Semed nem foi ao local. A gente soube através da diretora. E eles não falaram nada, só garantiram o transporte”, exclamou.

Ele ainda relatou que o local teria recebido uma reforma recentemente e que os alunos já tinham sido matriculados na instituição no início do ano. A equipe de reportagem esteve no local e comprovou que a escola estava reformada e dispunha de um espaço adequado para as crianças de 1º a 5º ano que lá estudavam. Também foi ouvida a coordenadora da escola, Francileide Francisca de Souza, que informou que a decisão da Semed foi repentina.

Ela contou também que o local tem mais de 20 anos de funcionamento, e que recebe programas do governo, dispondo de sala de recursos, salas climatizadas e que a reforma, realizada há poucos meses, foi resultado de uma luta de anos. Francileide informou ainda que nenhum funcionário foi remanejado e que a decisão da Semed aconteceu nesta semana.

A coordenadora de Ensino Fundamental, Jesabel Lopes Braga, informou que a decisão de fechamento da escola veio de uma sugestão dada por uma comissão de professores do Sintepp e outros servidores.

“Diante da situação econômica que o país está vivendo e que o município está passando, se instalou em Marabá uma necessidade de mexer nas contas públicas e uma delas foi esta reorganização das escolas. Eles sugeriram que as escolas que estão em prédios alugados e que têm poucos alunos poderiam ser diminuídas, para economizar com os custos”, informou.

A Escola Santa Rosa II conta, hoje, com 129 alunos, os quais poderiam ser remanejados para outra instituição localizada na Folha 25. De acordo com a coordenadora, os alunos podem ser realocados para a Escola Professor Mário Antônio Alves da Silva, recém concluída. “Lá tem uma infraestrutura muito boa, sala com laboratório de informática, sala de leitura, espaço para quadra e proposta para tempo integral”, relatou.

Jesabel também esclareceu que, hoje, a escola Santa Rosa se encontra em um prédio alugado que pertence à Fundação Casa da Criança, havendo a necessidade de pagar aluguel do local.

Os pais estavam também indagando o porquê da escola ter sido aberta neste início de ano e a secretaria ter permitido a matrícula dos alunos, uma vez que ela seria fechada. “Nós estávamos dependendo de uma determinação do término da obra da escola da Fl. 25“, justificou Jesabel. Outra escola que também foi fechada para conter gastos será a EMEF Cel. Magalhães Barata, também na Marabá Pioneira.

Pedro Souza, secretário de Educação municipal, relatou que o fechamento da unidade foi também ideia de servidores do Sintepp, embora eles neguem. “Foi sugestão da própria comissão formada pelo Sintepp e mais alguns servidores, não só ela, mas outras escolas. E ela já foi fechada, possuía só 54 alunos e um gasto mensal de R$40 mil. E depois o sindicato falou que era contra o fechamento da escola”, afirmou Pedro Souza.

Rene Rodrigues informou que os pais vão procurar a defensoria pública e que, se for necessário, entrarão com uma ação civil pública contra o responsável pelo fechamento da escola. A matrícula dos alunos que serão remanejados seré realizada somente quando a greve dos professores da rede municipal for finalizada. (CT Online/Nathália Viegas)

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