f_Mães da ApaeA Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Parauapebas está com as portas fechadas desde dezembro do ano passado. A entidade deixou de atender 104 crianças porque não tem recurso financeiro para custear as despesas, após findar o convênio que tinha com o município, que era o que garantia o seu funcionamento.

Preocupadas com a situação dos filhos, que dependiam da entidade para fazer fisioterapia, exercício com fonoaudiólogo e outros atendimentos na área de saúde e educacional, as Mães da Apae, como se autodenominam, estiveram na última terça-feira (16) na Câmara Municipal de Parauapebas para denunciar a situação e pedir o apoio dos vereadores para agilizar os trâmites para a renovação do convênio com a prefeitura.

Mãe de Arthur, de 5 anos, Ana Kalline diz que não sabe mais o que fazer, porque o filho precisa de atendimento e os custos são altos. Ela diz que nas sessões com fonoaudiólogo se gasta uma média de R$ 1,6 mil mensal e nem todos os pais têm condições de financeiras para isso.

“Nós estamos pedindo até pelo amor de Deus que esse convênio seja renovado para que a Apae reabra as portas, porque é a vida dos nossos filhos que está em jogo. Quanto mais tempo eles ficam sem atendimento, mais complica a situação deles”, diz Kalline.

Segundo ela, a previsão é que o convênio seja retomado em março ou abril, tempo que conta contra a saúde dos que necessitam fazer fisioterapia, por exemplo. “Três meses sem tratamento é uma eternidade para quem luta diariamente para ter as condições mínimas para viver”, desabafa.

Além das 104 crianças atendidas, a entidade conta com uma fila de espera de vários candidatos aguardando abrir uma vaga. Boa parte dos vereadores se disse sensibilizado com a causa e o líder do governo na Câmara, Bruno Soares (PP), ficou de realizar uma reunião para tentar agilizar, junto ao Executivo, a renovação urgente do convênio. (CT Online/Tina Santos)

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