Lembre-se, seu direito só vai até onde o do outro começa. Carnaval tem sido motivo e desculpas para o “pode tudo”. Só desse vez a turma dos despreocupado se deu mal. Um grupo de “foliões”, resolveu convocar de última hora, a realização de bloco alternativo em Palmas, e invadiram uma quadra comercial e residencial.

Os foliões esqueceram que no local, também existe uma série de moradores que não curtem Carnaval, e tem de trabalhar cedo no outro dia. O bloco seque tirou qualquer tipo de licença para realizar a festa.

Moradores então, se sentindo incomodados, acionaram a Polícia Militar (PM), que foi até o local resolver a situação. Só que chegando ao ambiente que fica na Quadra 104 Sul, por volta das 1h30, os militares tentaram uma intervenção verbal, mas não foram atendidos e acabaram sendo hostilizados com agressões físicas e verbais. A Pm ainda alega que houve depredação de patrimônio público.

“A PM solicitou reforço no intuito de conter a injusta agressão e desobstruir a via, garantindo o direito constitucional de ir e vir das demais pessoas, bem como fazer cessar a injusta agressão sofrida”, disse a PM por meio de nota. A polícia informou ainda que se deslocou ao local porque recebeu diversas ligações sobre som alto e obstrução na via pública no local. A PM finalizou informando que foram utilizados meios de forma moderados contra os foliões. A via foi desobstruída e os envolvidos na ilegalidade orientados a não reincidir na prática delituosa.

O outro lado

Um estabelecimento comercial, que fica em frente de onde os foliões se reuniram, lamentou e repudiou a ação da Polícia Militar. “As pessoas que estavam na rua organizaram o encontro de forma independente, visto que o bar não estava em seu horário de funcionamento. Durante os dois dias em que o bar funcionou com sua programação de carnaval não se presenciaram brigas ou ações que desrespeitarem as pessoas ali presentes.

“Eles me disseram que avisaram todo mundo [para sair do local], mas não avisaram nada. As pessoas começaram a correr, eu me assustei e comecei a correr junto. Depois que percebi o que estava acontecendo, fui conversar e perguntar o porquê da atitude. Simplesmente me deram um tiro”, contou o empresário Felipe Couto estava na festa.

A festa de Carnaval estava ocorrendo no mesmo local onde um bloco havia sido organizado no último domingo (11) pelo bar. Porém, desta vez não havia uma organização oficial.

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