hospital dona regina

De 1º janeiro até o dia 22 de fevereiro deste ano foram confirmadas 39 mortes no Hospital Maternidade Dona Regina, em Palmas. No ano passado, no mesmo período, foram 32 registros. Conforme o hospital, apesar de os números parecerem altos, a média de mortes prematuras representa 4,5% do total de partos mensais de janeiro e fevereiro do ano passado e deste ano.

O diretor-geral do hospital, Giovani Merenda, disse que levantou as estatísticas do ano passado e deste ano para verificar a média de mortes no hospital e que é necessário saber a decorrência dos óbitos. “Temos que ter a noção da diferença das coisas, porque dentro do hospital a gente tem o feto morto que chega aqui e a morte infantil, ou seja, o recém-nascido que está na sala de parto ou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em tratamento. O feto morto é o que chega na barriga já morto e vem aqui para realizar a curetagem ou chega em período de expulsão”, explicou.

Após denúncia sobre o número de óbitos, a promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery, do Ministério Público Estadual (MPE), realizou visita à unidade para verificar as condições do local e as suspeitas.

Segundo Merenda, o MPE foi à unidade hospitalar devido uma denúncia infundada por um meio de comunicação. “Nós somos um hospital de referência para alto risco para todo o Estado e para alguns estados circunvizinhos, ou seja, de extrema urgência, e, como é de alto risco, essas crianças, em sua maioria, nascem em alto risco, e elas vão para UTI, que está sempre lotada. Como é um hospital de extrema urgência é esperado que tenham mortes nele”, explicou.

Gestação

Sobre as gestações e exames periódicos, Merenda informou que este é um trabalho dos municípios, mas que, às vezes, chegam mulheres sem ter feito o pré-natal. “Não temos ambulatório aqui, é só o município que faz isso. Algumas gestantes ficam internadas quando estão com algum problema, mas já passam a ser uma paciente internada e não uma paciente ambulatorial”, afirmou.

As causas das mortes são variadas e até desconhecidas, como malformação do sistema nervoso central, prematuridade extrema e sepse neonatal, síndrome clínica caracterizada por sinais e sintomas no primeiro mês de vida, com resposta multiorgânica.

Segundo o MPE, diversas informações foram requisitadas pela promotora de Justiça para subsidiar a audiência que será realizada em abril, na Justiça Federal, referente à Ação Civil Pública (ACP) das gestões hospitalares de todos os hospitais estaduais públicos do Estado. (Jornal do Tocantins)

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