De 14 a 18 deste mês o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em parceria com a Fundação Hemopa de Marabá, promoverá a 27ª Campanha de Doação Voluntária de Sangue. As coletas serão feitas nas duas instituições. O sangue é um tecido conjuntivo produzido pela medula óssea essencial ao funcionamento do corpo humano e para o qual ainda não existe nenhum substituto. Uma única doação pode salvar até quatro adultos ou oito crianças.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), cerca de 1,9% da população brasileira doa sangue regularmente, quando o ideal seria entre 3% e 5%, de acordo com o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Pará, o índice é de 2,1%, considerado ainda baixo diante da necessidade transfusional na hemorrede estadual.

O processo da doação é simples, indolor e não traz riscos a quem doa. Para ser um doador é preciso ter entre 16 e 69 anos, estar bem alimentado e em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos e apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade ou habilitação de motorista. Doadores com menos de 18 anos precisam da autorização dos pais.

Desde 2010, o colaborador Romerson Oliveira, de 25 anos, participa das campanhas do HRSP pelo menos duas vezes por ano. Ele conta que dessa forma contribui de forma positiva para o bem estar de outras pessoas. “Aos 12 anos eu fraturei o fêmur e perdi muito sangue. Precisei fazer uma cirurgia, mas não fiz de imediato porque não havia bolsa de sangue disponível. Foi então que decidi que seria um doador, mas, naquela época, eu não tinha peso nem idade. Agora participo sempre que posso e estimulo meus amigos a serem doadores também. Vi que muitos deles precisavam apenas da informação correta para se decidir porque há muitos mitos em torno da doação”, comenta.

Segundo a hemoterapeuta e coordenadora da Agência Transfusional do HRSP, Socorro Leão, os principais mitos são de que doar sangue vicia, emagrece ou engorda, causa anemia e transmite doenças. “Esses mitos têm sido reduzidos ao longo do tempo por meio de campanhas educativas junto à comunidade, promovidas pelos hemocentros e diversos parceiros”, afirma a médica.

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