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Se o governador Marcelo Miranda e sua assessoria fosse tão rápida e competente para resolver problemas de Saúde Pública, quanto é para aumentar impostos, o estado do Tocantins estaria em outro patamar. Enquanto o secretário de Comunicação Social brinca com recursos públicos a beneficiar amigos e “compadre”, o mosquito Aedes aegypti, vai “bailando” em cima das comunidade nos vários cantos do Tocantins.

Enquanto o Governo segue em sua letargia o mosquito responsável pela transmissão do vírus da dengue, zika e chikungunya, continua a assombrar a população. Segundo dados da própria Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), até 17 de fevereiro, foram notificados 2.050 casos suspeitos de zika vírus no Tocantins, um aumento de 188% se comparado a todos os casos registrados ano passado.

Em se tratando de microcefalia, que causa a malformação de bebês e pode estar relacionada ao zika vírus, foram contabilizadas 125 notificações da doença, sendo que 108 estão sendo investigadas e 17 casos já foram descartados por não ter relação. Apenas na Capital, até ontem, foram registradas 170 gestantes com suspeita de zika que estão aguardando os resultados dos exames. Em relação à microcefalia, foram 13 casos suspeitos em investigação, mas nenhum foi confirmado, conforme informou a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

O professor de agronomia e engenharia de bioprocessos e biotecnologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) Raimundo Wagner de Souza Aguiar informou que a incidência de casos se dá pelo fato do mosquito estar adaptado aos centros urbanos e em regiões tropicais, como é o caso do Tocantins, além da arquitetura das edificações. “Nossos prédios sempre têm uma calha que permite acumular água. Associado às calhas, tem a temperatura e umidade”, explicou.

Segundo o especialista, é preciso combater as larvas do mosquito não deixando água parada e verificando os terrenos vizinhos. “Não adianta cuidar da sua casa, do seu telhado, e a dois, três metros o seu vizinho estar com problemas, porque o mosquito tem a dispersão de 100 metros”, afirmou.

Aguiar alertou ainda que as residências com animais domésticos são as com maior infestação do mosquito, pois ele pode se alimentar do sangue do animal. “O animal fica exposto. As pessoas que criam galinha, por exemplo, o mosquito se alimenta do seu sangue e a fêmea vai ter condições de colocar mais ovos.”

Nacional

Até o dia 5 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.231 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita. Destes, 1.927 foram analisados e 745 foram confirmados, porém nenhum dos no Tocantins.

varredura

Em mais uma ação do Movimento 20×0 de combate ao mosquito Aedes aegypti, os servidores municipais de Palmas serão liberados de suas atividades normais, hoje, às 17h40, para fazer um trabalho de varredura nos órgãos municipais em busca de focos do mosquito. O secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Humano, Alan Barbiero, disse que ação está sendo intensificada, aderindo à mobilização nacional do governo Federal. “Mais uma forma de reforçar o combate ao Aedes.”

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