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Os funcionários da empresa Litucera cruzaram os braços mais uma vez por falta de pagamentos. Com isso, os serviços de alimentação, limpeza e lavanderias estão suspensos, atendendo apenas os 30% por lei. Já é a terceira vez somente neste ano que os servidores paralisam as atividades por falta de pagamentos.

A dona de casa Ionara Pereira Lobato, 26 anos, veio de Natividade, a 200 km de Palmas, na última quinta-feira acompanhar o pai que foi internado no Hospital Geral de Palmas e reclamou que desde ontem não estão sendo servidos alimentos para os acompanhantes. Outro problema relatado pela jovem é em relação à falta de lençóis na unidade. “Só tem o lençol para forrar, meu pai passou frio essa noite e pediu um lençol para cobrir, mas não tinha”, disse. Ionara está preocupada, uma vez que não tem a quem recorrer em Palmas e não há condições de arcar com as despesas com alimentação.

De acordo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Empresa de Aceio Ambiental e Pública (Sintecap), Maria Dalva Diogo de Sousa, os hospitais Geral de Palmas (HGP), Maternidade Dona Regina e o Infantil Público de Palmas estão com os serviços paralisados por falta de pagamento e a expectativa é que funcionários do interior também paralisem suas atividades. O salário de março, que era para ter ser creditado na conta dos funcionários até o dia 7 de abril ainda não foi efetuado. “Com apenas 30% dos funcionários trabalhando fica insuficiente para atender a demanda, com isso apenas os pacientes receberão a alimentação, os que têm condições de sair do hospital terão que arrumar seu próprio alimento”, explicou.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) foi questionada sobre os problemas nos hospitais em decorrência da paralisação da categoria, mas até o fechamento da matéria não havia se manifestado.

Histórico

No dia 22 de janeiro, funcionários terceirizados de sete hospitais públicos de Palmas, Araguaína, Gurupi, Alvorada e Porto Nacional paralisaram suas atividades em razão do atraso no pagamento de seus salários, que devia ser creditado ainda no dia 8 de janeiro.

Os terceirizados são contratados pela empresa Litucera Limpeza e Engenharia e têm salário base, desde janeiro, de R$ 922,00 mais benefícios, como vale-alimentação, vale-transporte, adicional noturno e insalubridade. O sindicato estima que sejam cerca de mil funcionários atuando nos 19 hospitais públicos do Estado.

No dia 24 de março, os pacientes, acompanhantes e servidores de hospitais públicos do Estado tiveram problemas relacionados à alimentação. A situação foi tão drástica que o refeitório do Hospital Geral de Palmas (HGP) não abriu e nenhum alimento foi servido, garantiram funcionários. (Jornal do Tocantins)

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