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O Grupo de Pesquisa em Gênero, Etnicidade e Sexualidade em Contextos Interétnicos(Gesci) realizou nesta quarta-feira, 27, no Campus de Tocantinópolis da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a segunda etapa do I Ciclo de Debates do Grupo. O Ciclo foi marcada pela discussão de dois textos pouco conhecidos de autores clássicos da antropologia britânica e um texto da antropologia brasileira.

As obras abordadas tratam dos textos “Sexo e repressão na sociedade selvagem” (livro escrito por Bronislaw Malinowski), “A dança” (artigo escrito por Edward Evans-Pritchard) e “Carnavais, Malandros e Heróis” (texto de Roberto DaMatta). Os textos foram apresentados, respectivamente, pelos discentes Maurizan Andrade, Juliana Krist e Márcia Milhomem, estudantes do curso de Ciências Sociais (Campus Tocantinópolis). A mediação do debate ficou por conta do professor Bruno Hammes.

A idealização, a coordenação geral do evento e os comentários analíticos após as apresentações foram realizados pelo professor Rafael da Silva Noleto, coordenador do Gesci. De acordo com Noleto, a intenção foi privilegiar o debate em torno de quatro eixos: sexualidade, parentesco, formas expressivas e teorias de ritual. “Neste sentido, os textos escolhidos visaram suprir as demandas teóricas das próprias pesquisas desenvolvidas pelos estudantes que integram o Gesci. A intenção do ciclo de debates é levar a discussão desses textos para fora da sala de aula, tentando também alcançar um público maior externo,” explica.

O Ciclo de Debates possui o objetivo de apresentar o campo da Antropologia através de obras de grandes autores, especialmente textos que estimulem reflexões acerca de gênero, sexualidade e etnicidade.

A estudante do curso de Ciências Sociais,Márcia Milhomem, afirmou que “a experiência de apresentar um seminário no Ciclo de Debates foi muito importante, pois é uma maneira de compartilhar com os colegas todo o conhecimento que venho adquirindo para a elaborar minha pesquisa de TCC”.

Já Maurizan Andrade, também acadêmico de Ciências Sociais, avaliou que “o Ciclo de Debates está sendo muito produtivo para entender como a Antropologia aborda as questões de gênero e sexualidade de uma maneira diferente de outras áreas como, por exemplo, a psicologia”.

O I Ciclo de Debates Gesci é composto por três debates, cada um realizado mensalmente. “Esta segunda etapa enfatizou um caráter mais formativo através da discussão de três autores importantes para o campo da ciência antropológica. Ao contrário da etapa anterior, desta vez não houve discussão de uma pesquisa concluída ou em andamento, pois a ênfase foi dada ao estudo de textos fundamentais para a constituição do pensamento antropológico. A intenção é familiarizar os estudantes e o público em geral ao vocabulário e à forma de escrita peculiares à Antropologia”, ressalta o professor Rafael Noleto.

O professor e coordenador do Gesci finaliza afirmando que “neste sentido, serão também discutidos temas transversais aos eixos principais propostos pelo debate tais como a escrita etnográfica, o trabalho de campo, a sistematização de dados e outros assuntos correlatos. O objetivo é fazer com que os estudantes possam se sentir instrumentalizados com ferramentas teóricas para desenvolver suas pesquisas. Quanto ao público externo, a intenção é proporcionar uma aproximação com os conceitos trabalhados na Antropologia e sua relevância para a compreensão das relações sociais nos diversos contextos de interação social”, concluiu. (Caroline Falcão)

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