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A Universidade Federal do Tocantins (UFT), Campus de Tocantinópolis promoveu na noite desta quarta-feira (30), no Auditório Vigilante Adão Ribeiro da Silva, um debate sobre a atual conjuntura política do Brasil. O encontro, aberto a comunidade acadêmica e civil pública, foi ministrado pelo prof. Dr. César Figueiredo e pelo juiz e diretor do Fórum de Tocantinópolis, Arióstenis Guimarães Vieira.

Na oportunidade, tomaram posse os novos membros do Centro Acadêmico do Curso de Pedagogia. O evento fora promovido pelos docentes e discentes da instituição pública de ensino, e teve como objetivo discutir o momento político, social e econômico do qual se perpassa o País, bem como fazer reflexões em defesa da democracia e das conquistas sociais do povo brasileiro nos últimos anos.

Como todos sabem, as eleições do pleito de 2014 ainda refletem no cenário político nacional, razão esta, que originou inúmeras situações elementares para que houvessem um conflito generalizado em todas as regiões, em defesa de novos resultados, características e perspectivas para o Brasil.

As discussões bem sucedidas, analisaram os elementos a fim de explicar seus resultados e futuras consequências. O palestrante, professor César Figueiredo avaliou e destacou o momento atual a partir da conjuntura política construída nas últimas eleições presidenciais com enfoque desde a década de 30, no governo de Getúlio Vargas, considerado como o pai dos pobres mesmo a fração política não gostando. Vargas também foi o criador da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Outro destaque durante o evento foi o golpe militar, ocorrido há exatos 52 anos, sucedido na madrugada do dia 31 de março de 1964, deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. Neste período, a mídia significou como sendo uma das principais e importantes ferramentas para que houvesse o golpe, se perfazendo no Brasil 21 anos de ditadura militar.

Já na década de 1985 o Brasil elege por meio do voto indireto de um colégio eleitoral, seu primeiro presidente depois do regime parlamentarista, Tancredo Neves, que posteriormente ao seu falecimento, é empossado o vice, José Sarney, o qual teve pela frente um grande problema a resolver, a alta inflação e o índice de desemprego exorbitante.

De 1990 a 1992 o Brasil é regido pelo presidente Fernando Collor, figura emblemática que se destacou por ser o primeiro presidente a sofrer impeachment, infortúnio impetrado principalmente pela mídia intensificada pela Rede Globo e por seu presidente Roberto Marinho, um dos nomes que defendia o período ditatorial, desencadeando assim, um repúdio à Collor, erodindo seu mandato, generalizando o impedimento legal do seu governo, principalmente ocasionado pela corrupção.

Seguindo o impeachment do presidente Collor, Itamar Franco assumiu interinamente o papel de chefe de Estado e de Presidente da República em 1992. Durante seu governo realizou‐se um plebiscito sobre a forma de governo; o resultado foi a permanência da república presidencialista no Brasil.

O PSBD consegue se organizar com Itamar Franco e a partir de então lançam a candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Durante sua incumbência, foi executado o Plano Real. Depois disso, surge uma nova elite para conseguir o poder, o chamado Partido dos Trabalhadores (PT), comandado pelo ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual comandou e revolucionou o Brasil de 2003 a 2010. Nesse período o País conseguiu se estabilizar economicamente, desenvolvendo novas formas de governo nas chamadas políticas públicas sociais, com destaque para a educação, desenvolvimento social e cultural, moradia, empregabilidade e sustentabilidade das classes menos favorecidas.

Em 2011 assume o posto de chefe de Estado, a primeira mulher na história do Brasil, Dilma Vana Rousseff, apoiada pelo ex-presidente Lula e também filiada ao PT. Em 2014, Dilma consegue a reeleição e desde então, se configura como tendo uma das maiores rejeições por parte da população brasileira, mesmo sendo eleita com mais de 54 milhões de votos.

Seguindo as discussões, o público pôde acompanhar durante a fala do magistrado Arióstenis Vieira, alguns assuntos que estão a tona no cenário político nacional. Um deles é sobre a Operação Lava Jato que é comandada pelo juiz federal Sério Moro, e as famosas pedaladas fiscais, uma das temáticas mais comentadas nos últimos tempos desta Nação e que por razões outras, acabou desencadeando pedido de impeachment contra a presidente e chefe de Estado, Dilma Rousseff. A ação vem tomando proporções gigantescas, a exemplo disso, são as manifestações realizadas periodicamente em todo o País, números que já ultrapassaram as do movimento das Diretas Já.

Durante o debate, reflexões críticas à luz das teorias econômicas, sobre temas da atualidade econômica do Brasil e do mundo foram bastante discutidas pela plenária. Podemos a partir deste encontro, fazer uma análise sob os mais variados aspectos desde a origem deste País e sua concepção ideológica, evolução, elementos constitutivos, organização, funcionamento e finalidades.

A Justiça como fator central em favor desta questão, vem construindo um importante marco histórico na história deste País. Destaque para o combate à corrupção e discussão de temas relevantes da realidade econômica, política, social e organizacional brasileira. A comunidade acadêmica tem muito a contribuir sobre estas e outras questões evidentes no Brasil.

Não podemos ficar de fora destes debates, temos que lutarmos e propormos melhorias para esta Nação, pois só através da Educação e participação da população iremos conseguir vencer os abalos políticos, financeiros e sociais deste imenso Brasil rico em recursos naturais e de um povo humilde, carente e sofredor. (Dirceu Leno)

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