Com o início da campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, realizada pelo Hospital Geral de Tailândia (HGT), localizado a mais de 340 Km da capital paraense, foi observado o aumento das notificações de suspeita de casos de dengue e a redução das subnotificações. A ação se estenderá por tempo indeterminado e contempla colaboradores, usuários e seus acompanhantes, através de palestras e distribuição de material educativo.

A ação preventiva faz parte da política e responsabilidade social do HGT e está sendo desenvolvida pela Comissão de Controle e Infecção Hospitalar (CCIH), com apoio da direção do hospital e em parceria com todos os colaboradores, que ajudam a disseminar informações importantes sobre as diversas formas de se evitar a dengue, que é uma doença grave e pode até matar.

Segundo o diretor Executivo do HGT, Marcelo Azevedo, a campanha visa sensibilizar todos os usuários atendidos e profissionais de saúde do hospital. “A melhor forma de combater a doença é a educação. Estamos fazendo a nossa parte”, afirmou, enfatizando a necessidade de se eliminar o mosquito transmissor, evitando-se, por exemplo, água parada, que é propícia para a criação do mosquito transmissor da doença.

Segundo o responsável pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), o enfermeiro José Juliano, o tempo médio do ciclo é de cinco a seis dias e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. “É só depois desse período que os sintomas aparecem. Geralmente os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito”, explicou, convocando a todos para o combate ao Aedes Aegypti.

A campanha está sendo deslanchada no hospital, através de informações na fonia do hospital, distribuição de panfletos aos usuários nas recepções e nas clínicas de internação e orientação aos colaboradores em todos os setores sobre o preenchimento da ficha de investigação de dengue.

Os colaboradores do Serviço de Higienização e Limpeza (SHL) também passaram por treinamento sobre a necessidade de se evitar o acúmulo de água parada, além de se tornarem agentes multiplicadores de combate à doença. José Juliano orienta que nos primeiros sintomas de febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos que piora com os movimentos, náuseas e vômito, entre outros sintomas, a pessoa deve procurar atendimento médico.

O HGT, que é administrado pelo Governo do Estado, em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), oferece assistência de baixa e média complexidade, dispõe de 56 leitos, além das especialidades de clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia/obstetrícia, ortopedia/traumatologia, radiologia, anestesiologia, oftalmologia, cardiologia e endocrinologia. O HGT  dispõe, ainda, de uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) com 10 leitos (adulto e pediátrico).

Os usuários também contam com a realização de exames de mamografia, endoscopia, ultrassom, eletrocardiograma, raio X e exame de laboratório. Outros equipamentos foram adquiridos, como o de vídeoendoscopia, ultrassonografia e eletrocardiograma.

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