Cerca de 400 educadores tocantinenses discutiram, nesta quarta-feira, 13, o texto-base do Plano Estadual da Educação (PEE), que irá vigorar no Tocantins nos próximos 10 anos. Os delegados que participam das discussões foram escolhidos durante audiências públicas realizadas nas 13 Diretorias Regionais de Educação.

A divisão dos delegados foi feita conforme a estrutura base do documento,  que conta com sete eixos, sendo que o primeiro e o segundo traçam as metas e diretrizes para a educação básica; o terceiro trata da diversidade contemplando a educação do campo, educação de jovens e adultos, educação indígena, educação prisional, educação ambiental e educação em direitos humanos. O quarto eixo versa sobre a educação profissional, superior e tecnológica; o eixo quinto, sobre a formação, valorização e carreira; o sexto sobre gestão democrática e qualidade da educação; e o sétimo eixo, sobre financiamento da educação.

De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Educação, Cicinato Mendes da Silva, a participação democrática dos educadores na elaboração do documento é a grande novidade que vai solidificar as bases da educação tocantinense.  “O debate tem sido muito enriquecedor e esse é um processo de discussão democrática, um processo inovador, que leva em consideração as contribuições dos municípios, dos profissionais das escolas publicas”, ressaltou.

Projeções

A pedagoga e especialista em atendimento educacional especializado, Simone Elpídia da Silva, é professora da Sala de Recurso Multifuncional da Escola Paroquial Cristo Rei, no município de Tocantinópolis, participando do eixo da diversidade. Para ela, existem alguns desafios a serem superados e que estão sendo contemplados no PEE. “São várias as propostas novas, dentre elas, a garantia de expansão das salas de recursos multiprofissionais, o apoio com equipamentos e recursos para o desenvolvimento do nosso trabalho, assim como a expansão de políticas que atendam às especificidades dos diferentes públicos”, disse.

Participando do eixo da educação profissional, superior e tecnológica, Ítalo Costa Silveira, diretor de uma unidade escolar no município de Tocantinópolis, afirmou que existe uma grande expectativa com relação à educação profissional. “A meta é aumentar o número de vagas, melhorar a qualidade do curso ao longo dos próximos 10 anos”, apontou.

Já Marta Maria Pereira dos Santos, diretora da Escola Paroquial Luiz Augusto, de Araguaína, destacou o desejo de que o PEE possa ser cumprido na íntegra, ampliando o aprendizado na educação básica, que é o eixo do qual ela participa. “Estamos analisando as estratégias que vieram para nós, fizemos as mudanças necessárias, esperamos que amanhã, na plenária, elas sejam respeitadas e sejam votadas para serem colocadas em prática. O ensino integral é uma grande necessidade do nosso Estado, e precisamos que as escolas tenham estrutura física necessária para atender essas demandas, para que ocorra a inclusão na educação básica”, explicou.

Audiência

A audiência acontece na próxima quinta-feira, em Palmas, no auditório do Centro Universitário Integrado de Ciência, Cultura e Arte (Cuica) da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Na ocasião, será feito o debate geral em torno dos textos de cada um dos eixos do documento, ainda com a possibilidade de inclusão de novas informações. Por fim, o documento será enviado para ser votado na Assembleia Legislativa.

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