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Dois suspeitos foram presos em flagrante e a associação criminosa de hackers a que eles pertenciam foi desarticulada em Redenção, no sudeste do Pará, nesta quinta-feira (7). Segundo informações da Polícia Civil, o grupo mantinha mais de 300 associados e atuava nos estados do Pará e Goiás. Outros envolvidos no esquema estão sendo investigados. Foram apreendidos cartões bancários, um monitor e um computador com a dupla.

Os suspeitos, um natural do Pará e outro do Tocantins, invadiam contas bancárias para realizar saques de altos valores, moravam em Redenção. De acordo com o titular da Superintendência Regional do Araguaia, delegado Antônio Miranda, um dos hackers que atuava em Goiânia mantinha contato com o Pará com pessoas conhecidas como “plaqueiros”, responsáveis por adquirir números e senhas de contas de diversas pessoas.

Os plaqueiros compravam os dados de cada conta por R$ 600 e repassavam ao hacker, que usava a internet para furtar diversos valores de outras contas bancárias no país. “O dinheiro desviado era depositado nas contas adquiridas pelos ‘plaqueiros’. Com cartões magnéticos, eles se dirigiam até uma agência ou terminal de auto atendimento bancário, onde sacavam das contas os valores na integralidade. Em seguida, depositavam 50% dos valores na conta do hacker de Goiânia e ficavam com a outra metade dos valores sacados”, explicou Miranda.

Ainda segundo Antônio Miranda, as transações eram feitas diariamente e, no momento da prisão da dupla, os dois faziam uma transferência bancária no valor R$ 11.600 em uma agência bancária em Redenção. “A associação criminosa não mantinha contato por meio telefônico para evitar ser localizada em uma operação policial. Todos os contatos entre os envolvidos no esquema eram feitos por meio da plataforma ‘Skype'”, afirmou.

O grupo de hackers é formado por 306 membros, segundo a polícia. O paraense envolvido no esquema confessou que atua como plaqueiro e que trabalha para hackers no Pará e em Goiás. O suspeito afirmou ainda à polícia que está na associação há alguns meses, que o grupo utilizava um perfil para fazer negociações e que trocava contas bancárias pertencentes a dois bancos privados. Os envolvidos estão recolhidos à disposição da Justiça.

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