Com sintomas que podem ser confundidos com as manifestações sintomáticas de doenças neurológicas ou cardíacas, torna-se ainda mais importante o diagnóstico precoce da beribéri. A doença é gerada pela deficiência nutricional de vitamina B1, mais conhecida como tiamina e pode causar, entre outros sintomas, desde insônia, nervosismo e irritação até cardiopatias, dificuldades respiratórias, inchaço e perda da força muscular em membros.

Por isso, o Governo do Tocantins, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), oferece capacitação para médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e profissionais da rede hospitalar para difundir mais informações sobre a doença e abordar a importância da notificação do agravo. A capacitação ocorrerá nesta quarta-feira, 13 de maio, às 15 horas, pela internet (ver link abaixo) ou no Núcleo Técnico Científico da Telessaúde, no campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas.

Sete municípios do Bico do Papagaio participarão da capacitação: Araguatins, Ananás, Augustinópolis, Luzinópolis, Sítio Novo, Tocantinópolis e Xambioá.

No Tocantins, já foram identificados 185 casos de beribéri nos últimos cinco anos, sendo que nove deles foram a óbito. Somente no ano passado, foram 11 casos notificados. De janeiro a abril de 2015, nenhum caso foi registrado no Estado.

“Os casos são comuns em regiões pobres, onde a população está sujeita a alimentação com deficiências nutricionais. A doença tem tratamento muito simples, mas se não identificada e tratada rapidamente pode levar a óbito”, alerta o gerente estadual de Doenças Não Transmissíveis, Jader José Rosário da Silva.

Beribéri

A carência de vitamina B1 pode levar de dois a três meses para o surgimento dos primeiros sinais da doença. Os primeiros sintomas são perda de apetite e energia, fadiga insônia, nervosismo e irritabilidade. Persistindo a deficiência, podem surgir sinais de agravamento, como depressão, perda da memória, dores no peito e no abdômen, dormência, diminuição da força muscular, principalmente, dos membros inferiores, dificuldades respiratórias e cardiopatias, conforme explica a técnica Maria do Rosário Ventura, da Área Técnica Estadual dos Fatores dos Fatores de Risco.

Entre os alimentos ricos em vitamina B1 estão os cereais integrais, carnes vermelhas, peixes e ovos.

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