A polícia abriu um inquérito para investigar a denúncia de que um frigorífico em Marabá, no sudeste do estado, estaria prejudicando a comunidade e o meio ambiente. Imagens cedidas pela Polícia Civil mostram uma parte do dano causado à natureza. Ninguém do frigorífico JBS foi encontrado para se posicionar sobre o assunto.

Um caminhão transportava resíduos sólidos e resto de lavagem do couro dos animais. Todo material era jogado em um terreno, sem qualquer tipo de tratamento. “O lençol freático pode ser contaminado. Os rios começam a sentir o efeito da poluição e isso tudo vem atingir quem mora nas proximidades ou quem se beneficia diretamente da água”, explica o delegado da Divisão Especializada em Meio Ambiente(Dema), Vicente de Paulo da Costa.

Além da contaminação dos solos e rios, a empresa também está sendo acusada de contaminar o ar. Todos os dias uma grande fumaça preta sai da chaminé da empresa e os moradores reclamam do mau cheiro. “O cheiro incomoda porque parece que tem algo queimado”, conta um morador.

O frigorífico foi multado em R$ 10 milhões pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “A única coisa que a gente quer é que eles procurem se adequar de forma que possam desenvolver o projeto sem prejudicar a população, que tanto sofre com essa questão do odor”, explica a coordenadora da Semma, Maria Almeida.

Os diretores do grupo JBS foram chamados para prestar depoimento, mas somente o advogado da empresa compareceu à delegacia. Na saída, ele informou que não estava autorizado pela direção do frigorífico a fornecer qualquer tipo de informação para a imprensa.

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