destaque-331746-260515-a4-visita-jader-ab

Em visita feita na segunda-feira, 25, à Faculdade de Engenharia Naval da Universidade Federal do Pará, a convite, o senador Jader Barbalho (PMDB) afirmou que vai aprofundar as discussões em torno do projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço “até esgotar o assunto”, se necessário for. Iniciada no fim da manhã, a visita se prolongou até o meio da tarde. Conduzido pelo diretor da Fenav, professor Hito Braga de Moraes, o senador percorreu as dependências internas da faculdade, muito bem instalada no campus do Guamá, e em duas salas de aula dirigiu breves palavras aos estudantes.

Além do diretor, participaram da recepção ao senador os professores Nélio Moura de Figueiredo, Emannuel Loureiro e Pedro Lameira. O principal tema do encontro foi o derrocamento do Pedral do Lourenço, objeto de estudo feito entre 2008 e 2009 pela Faculdade de Engenharia Naval do Pará, sob a coordenação do professor Hito Moraes. Como temas afins, foram debatidos também outros empreendimentos, tanto hidroviários, como o da própria bacia do Tocantins, quanto nas áreas de navegação e de construção naval.

ALPA

O senador mencionou aos professores e pesquisadores da UFPA a correspondência que enviou no dia 6 deste mês à presidente Dilma Rousseff, com cópias para os ministros Eduardo Braga, de Minas e Energia, e Nelson Barbosa, do Planejamento, bem como para o presidente da Vale, Murilo Ferreira. Na correspondência, secundada na tarde do mesmo dia por um discurso na tribuna do Senado, Jader protestou vigorosamente contra a não execução do projeto de derrocamento e a não implantação da siderúrgica Alpa em Marabá. Serviu-lhe de mote, na ocasião, a notícia sobre a próxima inauguração da Companhia Siderúrgica de Pecém, no Ceará, numa sociedade da Vale com investidores coreanos.

Dizendo-se “incomodado”, na condição de líder político paraense, com a falta de atos concretos para viabilizar os grandes projetos estruturantes do Estado, o senador garantiu que vai esgotar todas as possibilidades no sentido de assegurar a logística mais adequada e efetivamente necessária para a verticalização da indústria mineral e das principais cadeias produtivas do Pará. “Eu já disse e repito que o Pará não pode mais aceitar a condição de mero exportador de commodities, sob pena de jamais conseguirmos romper a cadeia da pobreza e do subdesenvolvimento”, acrescentou.

O professor Hito Moraes, fundador e diretor da Faculdade de Engenharia Naval, fez um breve histórico da instituição, criada há apenas dez anos e que obteve do Ministério da Educação (MEC), no ano passado, a melhor conceituação de sua área em todo o Brasil.

Ele relatou ao senador, em breves palavras, o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental feito para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNit) há sete anos. Já no formato de projeto executivo e com licenciamento ambiental, o projeto chegou a ser licitado, com custo de execução, na época, orçado em cerca de R$ 500 milhões. A licitação foi cancelada pelo governo em 2010, sem maiores explicações, e desde então permanece no limbo.

Hito Moraes e o professor Nélio Figueiredo, que também participou da equipe encarregada do estudo pela UFPA, rebateram enfaticamente a tese de que a largura proposta para o canal de navegação, de 70 metros, estaria fora das normas técnicas. Primeiro, que essa largura foi aprovada pelo DNit, que contratou o serviço. E segunda que a duplicação do canal (para 140 metros), proposta em estudo encomendado posteriormente pela Vale e referendado pela Marinha, se aplicaria para a navegação marítima, mas não para a navegação interior, como foi o caso. (Diário do Pará)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.