Uma obra pública inacabada virou abrigo para um jacaré em Marabá, no sudeste do Pará. Na unidade de Pronto Atendimento do município, somente as paredes foram erguidas, o mato alto toma conta dos corredores da construção. A obra de mais de R$ 2 milhões foi iniciada em setembro de 2013 e deveria ser entregue em junho de 2014. A obra está localizada em frente à Secretaria de Saúde de Marabá. A prefeitura de Marabá não se posicionou sobre o motivo da paralisação das obras.

“A gente necessita muito mesmo desse hospital. Gostaríamos que o serviço dele melhorasse o atendimento da população daqui”, conta a vendedora Laura Peniche.

Os serviços de saneamento também estão na lista de obras paradas do município. No bairro Cidade Nova, a urbanização do córrego do aeroporto parou. Onde deveria ser feita a canalização, foi encontrado apenas mato. A obra foi iniciada em setembro de 2013 e o prazo para a conclusão é em junho de 2015. Vão ser gastos mais de R$ 89 milhões.

“Nós temos problemas como infestação de ratos, foco de dengue, eu já tive a doença duas vezes, minhas meninas já tiveram dengue também. Eu acredito que é devido a essa obra porque se for acompanhar tem água parada, não tem estrutura de saneamento básico e a prefeitura prometeu que ia ficar uma urbanização bonita aqui”, conta o empresário Leônidas Varasqui.

A drenagem do córrego corta toda a Nova Marabá custará aos cofres públicos cerca de R$ 50 milhões. Mas no canteiro de obras, foi encontrado apenas um jacaré. No período chuvoso, o córrego transborda e alaga dezenas de casas. Há mais de um ano, a prefeitura deu início a canalização do córrego. A obra tem um prazo previsto para ser concluída em agosto de 2015, mas segundo os moradores, desde novembro de 2014 que a obra está parada.

A dona de casa Maria Luiza mora há 29 anos e sofre com os alagamentos. Ela diz que espera ansiosa pela obra de canalização do córrego. “Eu espero que eles venham e terminem a obra para melhorar e resolver o problema”, diz.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.