A Concorrência Nacional 03/2013, realizada pela Seop para a reforma do Abelardo Santos e construção do hospital regional do Tapajós, em Itaituba, pode acabar se transformando em mais um grande escândalo dos governos de Simão Jatene. Tudo começou em 15 de fevereiro de 2013, quando a Seop publicou um Aviso de Licitação, marcando a data de abertura do certame para o dia 2 de abril daquele ano. Em 15 de março, no entanto, uma errata marcou visitas técnicas para os dias 11 e 15 de abril, e a abertura do certame ficou para o dia 2 de maio.
Mas em 23 de abril veio um novo adiamento, em função, segundo a Seop, de problemas ocorridos no aeroporto de Itaituba, em 11 de abril, o que levou ao cancelamento de voos, impossibilitando que algumas empresas participassem da visita técnica. Assim, as visitas foram remarcadas para os dias 25 de abril, em Belém, e 26 de abril, em Itaituba.

No entanto, em 3 de maio a coisa toda ficou bastante confusa: a Seop publicou um aviso marcando a abertura do certame para o dia 3 de junho de 2013, quando seriam abertos os envelopes de habilitação e proposta financeira. Mas em 22 de maio publicou um aviso no qual consta que a Comissão de Licitação já havia até analisado e julgado as impugnações das propostas financeiras, dando como vencedor o consórcio “Nova Saúde”. Em segundo lugar teria ficado a empresa Engeform Construção e Comércio Ltda. Foi, então, aberto prazo de recursos, para posterior adjudicação e homologação do resultado.

O DIÁRIO vasculhou um por um os diários oficiais do Estado publicados entre os dias 3 e 22 de maio de 2013, mas não encontrou (pelo menos nas páginas destinadas às publicações da SEOP) qualquer retificação da data de abertura do certame, que havia sido marcada para 3 de junho – o que leva a crer que ele foi julgado antes mesmo de ser aberto…

Mas a confusão não acaba aí: em 28 de junho, a Seop publicou o contrato 48/2013, com o “Nova Saúde” (em qualquer momento, aliás, são mencionadas a Paulitec e a Construbase, que integram o consórcio). Mas só em 4 de setembro, aparentemente, é que publicou o termo de homologação e adjudicação do certame, que, segundo a publicação, teria sido adjudicado e homologado em 3 de junho. Ou seja: além de julgar as propostas antes da data de abertura, a Seop também inverteu as bolas, assinando o contrato antes de homologar o resultado (homologação só vale se publicada).

E mais: a Engeform, que teria ficado em segundo lugar na licitação, também ajudou a engordar o caixa tucano, nas eleições do ano passado. Segundo o TSE, ela doou R$ 600 mil para as campanhas do PSDB à Presidência da República e ao Governo de São Paulo, e mais R$ 200 mil para a direção nacional do DEM, aliado nacional dos tucanos. Para o PT foram apenas R$ 200 mil; para o PSC, R$ 90 mil e para o PP, R$ 25 mil. De quebra, a Engeform também doou R$ 570 mil a candidatos de vários partidos. Mas quase a metade desse total (R$ 250 mil) foi para a campanha ao Senado do tucano Antonio Augusto Anastasia, de Minas Gerais. (Diário do Pará)

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