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As obras de recuperação e melhorias na BR-222, em Açailândia, estão paradas. Na cidade, empresas que forneciam alimentação, combustível e outros produtos para o consórcio de empresas responsável pela obra reclamam de prejuízos com atrasos de pagamentos dos serviços contratados.

Há alguns meses, fornecedores estão indo com frequência ao escritório do Consórcio Pavotec Vilasa, que é responsável pelas obras, em buscas de informações sobre os serviços prestados.

Manoel Carneiro alugou duas caçambas para o consórcio e há quatro meses não recebe o pagamento. Segundo ele, o prejuízo chega a R$ 84 mil. Em um posto de combustível da cidade, o prejuízo é de R$ 190 mil. A empresária Meire Oliveira fornecia 400 marmitex todos os dias para o consórcio responsável pelas obras na BR-222 e, com nove meses de atraso, não sabe mais o que fazer para receber os R$ 210 mil que a empresa deve para ela.

A lista de fornecedores da Pavotec é grande. Na última reunião realizada com um gerente da empresa participaram 20 empresários de Açailândia. Máquinas lotam o pátio na empresa na cidade, e na rodovia as obras pararam. Boa parte do serviço, que foi deixado pela metade, está sendo destruído pelas águas das chuvas. Há barreiras desmoronando em vários trechos da rodovia.

No município de Bom Jesus das Selvas, há cinco pontos onde o asfalto cedeu e representa risco para os motoristas. Os motoristas que passam com frequência pelo local reclamam da situação.

Um documento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), o qual Jornal Folha de São Paulo teve acesso, mostra que departamento está na iminência de ter suas obras paralisadas. O documento é assinado pelo diretor interino de Infraestrutura Rodoviária, engenheiro Luiz Guilherme Mello. A crise no Dnit começou no fim do ano passado, quando os pagamentos começaram a atrasar mais de 60 dias.

No caso das obras na BR-222, por meio de nota enviada à TV Mirante, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que irá apurar a denúncia por meio da unidade local de Imperatriz, pois segundo o departamento, não há débito do Dnit com o Consórcio Pavotec. Caso seja
comprovada a denúncia, a empresa deverá sofrer sanções contratuais.

O Consórcio Pavotec Vilasa, também, por meio de nota, disse que sofreu e vem sofrendo atraso considerável nos pagamentos a que tem direito por parte do Denit, que é o contratante. Os atrasos, segundo a Pavotec, teriam ocasionados sérios problemas de caixa e desequilíbrio econômico financeiro ao contrato. O consórcio disse, ainda, que está buscando soluções para resolver pendencias e aguardar receber os créditos que tem direito. (iMirante)

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