O Governo do Estado anda anunciando recapeamento de rodovias pra tudo quanto é lado. Asfalto, você já sabe o ambiente que possibilita. Na semana passada, um deputado, aliado do governo, antevia negócios no setor, dado o retorno, nos últimos dias, da “velha guarda” dos empreiteiros goianos ao Estado. Não deu outra. Nada ilegal ou ilegítimo, afinal empresário é para isto mesmo e as estradas estão em péssimas condições. Muito, entretanto, de gestão.

Mas não é ponto. Enquanto se tapa buracos nas rodovias (ao invés de recuperá­las com um asfalto decente, por que também fundamentais), teve-­se conhecimento via imprensa de que cirurgias eletivas estavam suspensas no Hospital Geral de Palmas devido à falta de gás anestésico. E que, no caso de crianças, seria essencial. Mais: que médicos anestesistas estariam levando medicamentos e matérias próprios. A PF já havia flagrado aquela empresa que adulterava os produtos que fornecia ao Hospital Geral de Palmas e justamente para cirurgias cardiovasculares. A dúvida é quantos pacientes foram a óbito pela ação criminosa da empresa e negligência da gestão da saúde, incapaz de fiscalizar tal situação.

A arrecadação do Governo do Estado está aumentando. Não é falta de dinheiro. O orçamento do ano é de R$ 1,6 bilhões (R$ 1,4 bilhões de financeiro). Além disso, o governo já recebeu até hoje (10 de maio de 2016, quatro meses) o equivalente a R$ 238 milhões e 310 mil de recursos carimbados do Ministério da Saúde (Portal da Saúde/Transferência de Recursos Fundo a Fundo/ maio/2016) para os blocos atenção básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica, gestão do SUS e investimentos. Isto projeta um repasse até dezembro de algo próximo a R$ 1 bilhão. Ou seja, 70% de tudo que o governo deseja aplicar na saúde no Estado no exercício.

Ainda assim, a situação continua se apresentando como um caos. Nada mudou do que o governo atual herdou da administração anterior e que, na saúde, Relatório do Denasus expõe terem ocorrido em 2014 no Hospital Geral de Palmas um total de 1.096 mortes para 11.957 internações. Ou seja, um recorde macabro de uma taxa de mortalidade de 9,17%. Das mortes – ainda conforme o relatório ­ entre 12,1% e 38,7% são associados a infecção hospitalar no período de janeiro a outubro de 2014.

No HGP morre­sse (dados de 2014) 213 pessoas por doenças no aparelho respiratório, 163 no aparelho circulatório, 79 por doenças infecciosas e parasitárias, 130 por tumores, 108 por lesões (ou envenenamento), 74 (aparelho digestigo), doenças de pele (25), doenças aparelho geniturinário (58), sistema nervo (19), doenças endócrinas (24) ou mesmo sintomas, sinas e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (44). (Com informações do Blog do Luiz Armando Costa)

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