A taxa de desemprego subiu no Pará no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que mostra a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice no Estado passou de 9,2%, de janeiro a março de 2015, para 10%, em 2016 – variação de 0,9 ponto percentual em relação aos dois períodos. Em números absolutos, em um ano o Estado teve um incremento de quase 75 mil desempregados, resultando em 820 mil paraenses sem ocupação.

A variação é ainda mais expressiva, quando comparada com a do taxa de desocupação do último trimestre de 2015. Entre outubro a dezembro do ano passado, o percentual de desempregados no Pará era 1,4 ponto percentual mais baixo, com taxa de 8,6%. A pesquisa mostra que o quadro é ainda mais preocupante na Região Metropolitana de Belém (RMB), onde o percentual de desocupados alcançou 13,6% nos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre de 2015 a taxa na RMB foi de 13,4% (variação de 0,2 ponto) e no último de 11,9% (+1,7).

Belém também apresentou um índice alto de desemprego em 2016, na casa de 12,8%, no entanto, ele é inferior a taxa de 2015, que apontou 13,6% de desempregados até o mês de abril. Já na comparação com o trimestre diretamente anterior, a pesquisa indica um aumento de 1,1 ponto percentual para o resultado atual. Naquele período entre outubro e dezembro de 2015, a taxa registrada foi de 11,7%.

Por outro lado, o nível de ocupação no Pará caiu de 56,2%, percentual registrado de janeiro a março do ano passado, para 55,3% este ano, representando uma queda de 0,9 ponto percentual. O índice no último trimestre de 2015 estava em 55,3%, uma redução de 1,2 ponto. A taxa de participação na força de trabalho, também aferida pela PNAD Contínua, desceu de 61,9%, tanto no primeiro trimestre de 2015 quanto no período de outubro a dezembro do ano passado, para 69,5% este ano, tendo uma variação negativa em relação aos dois períodos de 0,4%.

Renda

A renda média habitual dos paraenses ocupados também caiu no primeiro trimestre deste ano em relação a 2015. Passou de R$ 1.386 para R$ 1.305 (5,8% menor). No fim do ano passado, os empregados do Estado recebiam praticamente o mesmo salário médio desse ano: R$ 1.304.

Na RMB, o rendimento médio de todos os trabalhadores ficou praticamente estável entre o começo de 2015 e 2016, passando de R$ 1.572 para R$ 1.568 (queda de 0,3%), assim como o de Belém, que não teve nenhuma variação no período, fechando nos dois trimestres em R$ 1.696.

O número de empregados paraenses nos setores público, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca, aquicultura, indústria, transportes, alojamento, alimentação, administração pública e serviços domésticos também sofreu queda neste período em relação ao primeiro trimestre de 2015. O maior número foi registrado na indústria geral, que caiu 13,5%; e na construção, com redução de 6,7%.

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