hospital regional de marabá
Em 2015, o hospital realizou mais de 22,7 mil consultas médicas, 3,3 mil internações e 2,7 mil cirurgias

O Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, é referência para mais de 1 milhão de moradores da região. Criada em 2006, a unidade possibilitou à população serviços de média e alta complexidades que não são ofertados em outra unidade da rede pública na região e, em alguns casos, nem na rede particular. Em 2015, o HRSP realizou mais de 22,7 mil consultas médicas, 3,3 mil internações e 2,7 mil cirurgias. O acesso a esses serviços se dá a partir da Central de Regulação de Leitos Hospitalares, gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Foi dessa forma que o estudante Felipe Coelho dos Santos, de 18 anos, conseguiu atendimento no HRSP. Ele é morador de Piçarra, que fica a 222 quilômetros de Marabá e é um dos 22 municípios de referência do hospital. Ele sofreu um acidente de motocicleta no dia 31 de março e, como teve fratura exposta, foi encaminhado para o Hospital Regional de Marabá, especializado em atendimento em traumato-ortopedia.

O coordenador técnico da Central de Regulação instalada dentro do HRSP, Luís Sérgio Matos, explica que os municípios referenciados possuem cotas para atendimento ambulatorial e cirurgias eletivas, aquelas que não possuem caráter de emergência. Nas situações de urgência e emergência, o paciente é admitido no hospital quando encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou pelo Corpo de Bombeiros, desde que o caso seja de média ou de alta complexidade.

“O Samu conhece o perfil de atendimento do Hospital Regional e sabe que pacientes baleados na cabeça, com fraturas expostas ou uma vítima de Acidente Vascular Cerebral, por exemplo, são casos que atendem o perfil do hospital. Ao contrário de um paciente que tenha sido alvejado com um tiro no braço sem repercussão no membro ou mesmo pacientes com queixas menores, como dor de cabeça e dor abdominal. Esses casos precisam ser investigados por um médico de um hospital de ‘portas abertas’ e, caso aquele paciente necessite de apoio de Unidade de Terapia Intensiva após o diagnóstico definitivo, aí ele é encaminhado para o Regional”, afirma Luís Sérgio. (Aretha Fernandes)

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