O produtor é o responsável pela vacinação e tem até o dia 15 de junho para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência
O produtor é o responsável pela vacinação e tem até o dia 15 de junho para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) lançou oficialmente, neste sábado, 30, a primeira etapa da Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Aftosa, que começa neste domingo, 1, e vai até o dia 31 de maio. O evento foi no Parque de Exposições José Francisco Diamantino, em Marabá, e reuniu cerca de 200 produtores rurais da região de Carajás. Quase 21 milhões cabeças de gado deverão ser imunizadas, em 108.746 propriedades, espalhadas em 127 municípios paraenses.

O diretor geral da Adepará, o médico veterinário Luciano Guedes, falou da importância da campanha de vacinação e do seu objetivo, que é a manutenção da certificação de livre com vacinação, alcançado pelo Pará em 2014, junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). É a certificação que possibilita a venda da carne produzida pelo Estado aos mercados nacionais e internacionais, gerando emprego e renda para o Pará, e fomentando o setor do agronegócio.

“Aproximadamente 62% da carne produzida no Pará é vendida hoje para outros estados brasileiros e para outros países. Ou seja, o Estado consome apenas 1/3 do que produz. Com aftosa, esses mercados estariam bloqueados, o que nos geraria um excedente de produção parado, ou seja, o setor estaria quebrado. A vacinação é uma forma do governo federal e estadual dizer que a nossa carne é certificada, tem qualidade”, explica Luciano Guedes.

O evento foi no Parque de Exposições José Francisco Diamantino, em Marabá, e reuniu cerca de 200 produtores rurais da região sul e sudeste do Estado
O evento foi no Parque de Exposições José Francisco Diamantino, em Marabá, e reuniu cerca de 200 produtores rurais da região sul e sudeste do Estado

O diretor geral da Adepará acredita que o status de livre de febre aftosa com vacinação foi a primeira etapa alcançada pelo Pará, sendo a segunda ser livre da doença sem precisar continuar imunizando o rebanho. “Além disso, conquistar os mercados dos Estados Unidos, Europa e Japão, por exemplo, que hoje remuneram bem melhor a carne, capitalizando o produtor rural, gerando emprego e renda para o Pará, e fortalecendo a agropecuária, que é a atividade econômica mais competitiva do Brasil”, vislumbra.

O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Pará, Josenir Nascimento, compactua da mesma opinião do diretor geral da Adepará sobre a importância da campanha. “É uma vacinação focada na nossa sobrevivência. Falo isso porque se o frigorífico não conseguir vender o que abate isso impacta diretamente no setor, que hoje é um dos mais importantes da economia, ou seja, afeta toda a cadeia produtiva. E é nessa hora que vemos a importância da campanha, de levar mais uma vez essa informação ao produtor rural. Vacinar é manter o status de livre da doença com vacinação”, afirma Josenir Nascimento.

A mesa de abertura foi composta pelo diretor geral da Adepará, Luciano Guedes, pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, Neném do Manelão, pelo superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Pará, Josenir Nascimento, Ralim Mufarrej, que na ocasião representou a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Antônio Miranda Sobrino (Mirandinha), ex-presidente do Sindicato Rural de Marabá.

Campanha

A Adepará é quem coordena a campanha, que se inicia neste domingo (1) e vai até o dia 31 de maio. O produtor é o responsável pela vacinação e tem até o dia 15 de junho para fazer a comunicação da vacina nos escritórios da Agência. Servidores do órgão lotados por todo o Pará estarão envolvidos e acompanharão o trabalho para garantir que todo o processo de vacinação atenda às metas da Agência, que é alcançar o mais alto índice vacinal.

“O produtor ganha a valorização do gado, já que o mercado é signatário da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que exige gado livre de febre aftosa. A Adepará, através das políticas públicas, promove a saúde e o bem-estar animal, fiscalizando a vacinação e a qualidade da vacina, certificando a pecuária paraense”, explica o gerente do Programa de Erradicação da Febre Aftosa da Adepará, o médico veterinário George Santos.

Três municípios paraenses com maior rebanho do Pará:

São Félix do Xingu – 2.224.509 milhões de cabeças de gado/5.276 propriedades
Marabá – 1.105.403 milhão de cabeças de gado/4.623 propriedades
Novo Repartimento – 959.166 cabeças de gado/5.673 propriedades

A Adepará realiza cinco campanhas contra a febre aftosa ao longo do ano:

15 de março a 30 de abril – etapa de vacinação das Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa.
1 a 31 de maio – campanha estadual de vacinação/maio 2016.
15 de julho a 30 de agosto – etapa de vacinação das Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa.
15 de agosto a 30 de setembro – etapa de vacinação da Ilha do Marajó (etapa única, em função das condições geoclimáticas).
1 a 30 de novembro – campanha estadual de vacinação/novembro 2016.

Calendário:

Vacinação: 1 a 31 de maio
Notificação nos escritórios da Adepará: até 15 de junho

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