Fios são usado para que as portas possam ser fechadas.
Fios são usado para que as portas possam ser
fechadas.

Alunos e pais que moram em Conceição do Araguaia, no sul do Pará, reclamam das condições dos ônibus que realizam o transporte escolar na cidade. Os veículos não têm cintos de segurança e as portas e cadeira do motorista são amarradas com fios. A prefeitura da cidade alegou que o transporte é o melhor do sul do estado.

O prefeito do município Walter Peixoto informou que não é possível fazer melhorias no momento e que o governo federal só repassa 30% de custos para a manutenção do transporte escolar.

“De vez em quando uma linha quebra. São 50 ônibus e eu diria que o transporte está razoável. Não está do jeito que a sociedade merece, mas estamos fazendo o arroz com feijão que todos fizeram”. justifica.

Segundo a mãe de um aluno Marinalva Cardoso, os ônibus deveriam ser impedidos de circular nessas condições. “Pela lei alguns veículos não deveriam nem carregar alunos na região”, afirma. Outro pai de aluno, Nivaldo Santos comenta a situação. “Falta pneu, câmera de ar, falta tudo. É uma baixaria”, reclama.

Cadeira do motorista fio também é amarrada para manter o assento fixo.
Cadeira do motorista fio também é amarrada para
manter o assento fixo.

A cidade possui cerca de 3 mil estudantes e todos viajam até 60 quilômetros por estrada até chegar na escola. A maioria das janelas dos veículos não tem vidro.

Para Kelly Silva, que precisa do veículo, a situação é lamentável. “É triste a situação, as cadeiras são horríveis”.

Maiza Ribeiro, também aluna, conta que muitas vezes os alunos precisam intervir. “Às vezes precisamos puxar as portas para que elas possam fechar”, afirma.

Além do transporte

Os moradores da zona rural da cidade estão organizados em associações. Eles reclamam ainda das condições das estradas e pontes. No assentamento Padre Josimo Tavares, conhecido como assentamento Bradesco, 158 pontes estão em mau estado. A prefeitura garantiu que vai recuperar o acesso às pontes e fazer a manutenção das mesmas.

Para o presidente da associação, Eurípedes Aguiar, a situação é inadmissível. “Alunos e professores reclamam. Motoristas têm medo, as crianças têm que descer do veículo para que ele possa seguir viagem. É aventurar a vida andar por essas estradas”, finaliza.

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