Advogado, Ademar Parente, apresentou toda domentação encaminhada para Justiça e Incra. E pediu que MST fundamente as acusações
Advogado, Ademar Parente, apresentou toda domentação encaminhada para Justiça e Incra. E pediu que MST fundamente as acusações

Nesta quinta-feira, 5, membros da Associação dos Mini, Pequenos e Médios Produtores Rurais de Carrasco Bonito (Assomperusca) e o advogado, Ademar de Sousa Parente, que representa Jailton Fereira Almeida, rebateram as acusações do Movimento dos Sem Terra (MST), no Bico do Papagaio, que na terça-feira, 3, acusaram o fazendeiro e empresário Armando Cayres, de grilar terras na região do P.A. Cupim, que fica localizada em uma em uma região que compreender os municípios de Sampaio e Carrasco Bonito.

A Assomperusca e o advogado explicaram que a área alegada pelo MST é composta por mais de 40 pequenos produtores, que adquiriram a área inclusive em conformidade e mediação do próprio Incra, que foi o intermediário de todo o processo.

As partes explicaram ao webjornal Folha do Bico e também já haviam enviado formalmente ao próprio Incra, esclarecimento que a referida área por ocasião da regularização de muitas terras na região, ficou impossibilitada de imediata documentação e também por conseqüência do incêndio que destruiu todo o acervo documental da Unidade Avançada de Araguatins, local onde o processo corria.

Eles mostraram ainda que em 1997, por ocasião da implantação do Projeto de Assentamento Cupim, houve uma grande negociação entre líderes do Projeto e a Assomperusca, mediada pelo próprio chefe da Unidade do Incra em Araguatins, Eliomar Gonçalves da Silva. Na época, haviam cerca de 73 famílias inscritas para serem assentadas, e só estavam disponíveis 65 lotes. A Assoperusca então para resolver o impasse, adquiriu uma área de 40 alqueires e doou ao P.A. Cupim, afim de contemplar todas as famílias. Em troca, a associação pediu a regularização dos terrenos da associação, proposta que foi aceita por assentados e Incra.

Só que o processo de regularização acabou sendo prejudicado devido o incêndio da Unidade do Incra.

Ainda sobre o fato, o advogado Ademar Parente, disse que o maior prejuízo sofrido pelos pequenos produtores, foi o esquecimento por parte do Incra, em fazer o desmembramento da área, junto ao P.A. Cupim, conforme compromisso firmado na ocasião, e que agora quase 20 anos depois, o grupo vem sendo cobrado por um acordo já feito e cumprido por parte dos produtores.

Sobre o envolvimento de Armando Cayres

O advogado Ademar Parente explicou também, que o MTS comete um equivoco ao envolver o nome do empresário Armando Cayres, em meio as denúncias. “Precisamos entender o histórico da área, como foi a negociação e ter cuidado ao fazermos qualquer tipo de apontamento. Acusar qualquer pessoa de grilagem é algo grave que não deve ser dita pelo simples fato de achar. Eles estão tão errados que a própria Justiça já determinou a reintegração de posse do local e eles tem de entender, que ninguém, nem eles, nem o Jailton e nem os produtores estão a cima da Leis, ou que podem fazer o que bem entender no momento que quiserem”, afirmou Parente, que continuou a explicação, “A grande parte desse pessoal não estava lá na época do acordo, e como a regularização oficial não foi feita pelo Incra, eles entendem que a área pertence o P.A. Cupim. Seria importante antes de acusarem, buscarem pesquisar desde a época dos senhores Nelito Almeida e Adistonir Martins, que eram os dois grande proprietários de toda aquela região. Com as dificuldades inerentes da época, os dois foram se desfazendo de parte de suas terras. Um desses compradores foi o Joacy

Gonçalves, que posteriormente vendeu para o senhor Antônio Cayres, que em 1996, vendeu para seu irmão Armando Cayres, que depois também vendeu a propriedade para o Jailton, que exerce atividade na referida propriedade até os dias de hoje. Tudo isso foi e está documentado, por meio de contratos, cessão de direito, temos cadastro ambiental, Certidão de Cadastro de Imóvel Rural, tudo correto. Toda esse documentação foi apresentada junto a Justiça. Tanto é que nos foi dada a reintegração”.

Ademar Parente apresentou a mesma documentação enviada a Justiça e informou que o processo arrolou o próprio chefe do Incra, Eliomar Gonçalves e outros funcionários, para explicarem a situação. Com toda documentação apresentada, a Justiça já havia deferido o pedido de reintegração de posse, marcada para a próxima semana.

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