PA.CUPIM-1

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), informou que conseguiu junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, por meio de um Agravo Regimental, nesta segunda-feira, 23, a improcedência da ação de reintegração de posse concedida a produtores rurais, pela Justiça de Primeira Instância, na área do P.A. Cupim. O local virou motivo de disputa entre MST e integrantes da Associação dos Mini, Pequenos e Médios Produtores Rurais de Carrasco Bonito (Assomperusca). A área fica em Sampaio na divisa com Carrasco Bonito.

Os cerca de 70 famílias do MST foram retirados do local no último dia 9 de maio. O MST considera arbitrária a desocupação por desobedecer o Manual de Diretrizes Nacionais para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva. No local

haviam 58 barracos construídos e 11 barracos em construção e segundo o movimento, o oficial de justiça, acompanhado da Polícia Militar e uma equipe de apoio chegaram derrubando os barracos com trator e tocando fogo em todos os materiais.

“O movimento Sem Terra afirma que esta ação foi mais um ato de criminalização dos Golpistas- residentes no Tocantins que atuam na região do Bico do Papagaio, representado por uma oligarquia composta por latifundiários- grileiros de terra e políticos que controlam a respectiva região contra os trabalhadores Rurais Sem Terra, contra os direitos sociais

conquistados pelos trabalhadores do campo e da cidade e contra o avanço das

conquistas de direitos almejados pelos camponeses, principalmente os Sem Terra”, declarou o MST por meio de sua assessoria que continuou, “Para o MST esta foi uma ação em que a Justiça embora tenha demorado um pouco, conseguiu cumprir um papel justo. O MST entende também que esta foi uma conquista parcial que nos coloca como desafio para chamar a atenção do estado no sentido de corrigir e resolver os desmandos provocados pelo próprio estado. Queremos afirmar ainda que vamos continuar empreendendo lutas e mais lutas rumo a conquistas procurando ocupar imediatamente todas as terras que se encontram em situação como esta, seja em assentamentos, seja em latifúndios improdutivos e seja em terras públicas diversas”, finalizou.

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