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A Prefeitura de Tocantinópolis, através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) juntamente com a Defensoria Pública Estadual do Tocantins, realizaram durante esta semana uma ação conjunta itinerante nas escolas do município em celebração ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado dia 18 de maio.

O projeto “Faça Bonito” teve como objetivo conscientizar crianças e adolescentes através de gincanas e palestras sobre a gravidade da violência sexual, e a importância de participar da luta em defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, bem como sensibilizar os alunos, ensinando-lhe as devidas formas de se protegerem e denunciar os agressores.

As ações tiveram início na última segunda-feira (16). A primeira unidade escolar a receber a equipe do CREAS, da Defensoria, bem como conselheiros tutelares e estágios da Universidade de Federal do Tocantins (UFT), foi a Escola Municipal Alto da Boa Vista II. Posteriormente, foi a vez das Escolas Walfredo Campos Maia, Paroquial Cristo Rei, XV de Novembro e finalizando nesta sexta-feira (20), na Escola Profª Aldenora Alves Correia.

Foram cinco dias de muita animação regada a inúmeras informações e ludicidade sobre o combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes e seus respectivos direitos e deveres que às amparam legalmente por lei, tendo como intuito orientar a comunidade escolar debatendo sobre o tema, buscando assim, sensibilizar alunos e professores de modo a identificar e intervir na problemática, deixando inserida no aprendizado de cada educando, a verdadeira essência da informação sobre o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

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Segundo a psicóloga da Defensoria, Isabel Sabóia, desde o ano passado que as duas instituições estavam articulando em promover a gincana sobre os direitos da criança e do adolescente nas escolas, visando fortalecer a questão da educação e o conhecimento dos direitos das quais estão amparadas. “Entendemos que só se pode cobrar aquilo que a gente sabe que é direito. Muitas vezes as pessoas deixam de ter esses direitos garantidos por não cobrar. Então as crianças precisam saber dos diretos, precisam conhecê-los para também poder cobrar dos pais, cobrar dos professores e até mesmo das pessoas que estão envolvidas na vida delas”, informou.

A psicóloga do CREAS, Mirian Bertoldo destacou que o projeto em si não houve mudanças, apenas juntou o útil ao agradável. “O objetivo não mudou. Continuamos com a proposta de articular e de mobilizar as pessoas a participarem dessa luta. O caso da menina Araceli, aconteceu há 42 anos, mas até hoje temos muitas Aracelis, infelizmente muitos casos continuam acontecendo e ficando impunes. Após a criação da Lei, o abuso e a exploração sexual não são mais vistos como algo ruim ou prejudicial para a criança, mas sim, passa a ser crime. Antes quem abusava de criança era sem vergonha, hoje é criminoso”, comentou.

Quando o projeto foi criado, era uma ação fixa, este ano a equipe resolveu inovar realizando uma atuação itinerante pelas escolas. Dessa forma, fundiram-se as palestras em formato dinâmico através de gincanas em favor das informações que a criança realmente necessita. “Se formos fazer somente palestras, as crianças acabariam não prestando muito atenção e se dispersariam facilmente, e na própria gincana, elas acabam aprendendo de forma lúdica e bem divertida todos esses conceitos. Propomos abordar dentro dessa gincana sobre os diretos e deveres, pois através de brincadeiras também se educa”, afirmou Isabel Sabóia.

A equipe do CREAS informa ainda que caso alguma pessoa vier a ser violentada ou explorada sexualmente, basta os familiares ou mesmo a própria vítima fazer a denúncia através do Disque 100, o atendimento funciona das 8 às 22 horas, inclusive nos finais de semana e feriados, ou se preferir, podem acionar a equipe do CREAS, pelo telefone (63) 3471-1982. As denúncias serão mantidas em sigilo absoluto.

18 de Maio

Em memória à menina Araceli Cabrera Crespo, uma das mais emblemáticas vítimas de violência contra a criança no país, o dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

A data surge como forma de protesto e indignação em prol da menina que foi sequestrada, sofreu violência sexual e, em seguida, assassinada quando tinha apenas 8 oito anos de idade. A morte da menina completa 42 anos, mas ninguém foi punido pelo crime. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça. (Dirceu Leno)

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