O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Projeto da Emater recupera seringais nativos em ilha do Rio Xingu

Seringais nativos da Ilha Grande do Itapuama, localizada à margem esquerda do Rio Xingu, no oeste do Pará, estão sendo recuperados graças a um projeto desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), por meio do escritório local de Altamira, na Rodovia BR-230 (Transamazônica).

O trabalho atende a 80 famílias ribeirinhas, que passam por um processo de organização e capacitação, visando a elaboração de projetos de custeio. Com os projetos, elas terão acesso a vários benefícios, como crédito, por meio do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf).

 

Localizada em uma área pouco explorada, a Ilha Grande concentra seringueiras centenárias, preservadas pelas famílias há várias gerações. Por serem nativas, as árvores são resistentes a pragas, se tornando um excelente material para pesquisas.

São cerca de 300 mil árvores, com produção estimada de 1 quilo de borracha por seringueira, comercializado a R$ 2,40 o kg. O látex extraído em Altamira, após beneficiado, abastece indústrias dos Estados do Maranhão e de São Paulo.

O Pará é o terceiro maior produtor de borracha do Brasil, e a Emater deverá inserir nas áreas já abertas no Itapuama novos clones de seringueiras. As sementes serão fornecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo Joabe Santos, técnico da Emater e um dos coordenadores do projeto, entre as orientações repassadas aos seringueiros está o manejo adequado das árvores. O objetivo é aumentar em pelo menos 30% a produção de látex. “O manejo garante o acesso às seringueiras. Por serem nativas, não há controle de espaçamento entre as árvores, o que dificulta a retirada do produto”, informou o técnico.

Como a produção de borracha se concentra entre junho e janeiro, a Emater capacita os ribeirinhos para o período de entressafra, já que eles também trabalham com a pesca artesanal. “A meta é criar uma cooperativa de pescadores, a fim de comercializar o produto direto com o consumidor, eliminando a figura do atravessador e capitalizando as famílias”, disse Joabe Santos.

Envie seu comentário

Coloque seu nome

Obrigatório

Digite um e-mail válido

Obrigatório

Please enter your message

Site protegido contra Spam

Folha do Bico © 2013 Todos os direitos reservados