As cidades de Belém e Altamira lideram o ranking casos confirmados de dengue no Pará. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), a capital tem 520 casos e Altamira 220. Parauapebas (174) e Senador José Porfírio (139) seguem no ranking.

O secretário de saúde de Altamira confirma que de janeiro a maio deste ano foram notificados 470 casos suspeitos de dengue e que desse total foram confirmados 220. “A gente tem alertado a população da necessidade dela contribuir, porque só o poder público sozinho não vai resolver. A maioria dos focos está dentro das residências. Então você teria que ter um exército para visitar todas as residências do município, mais de 40 mil”, disse Waldeci Maia, secretário de saúde.

Dona Oziane Borges cuida de um bebê de seis meses que teve febre e manchas vermelhas pelo corpo. Ela acredita que a criança tenha contraído dengue. “O meu irmão passou oito dias de cama, com sintomas de dengue. Depois, dois sobrinhos meus um de seis e outro de sete anos,  também pegaram. Meu filho com seis meses está todo empolado. É uma situação muito difícil”, disse.

O perigo pode estar ao lado, próximo à casa da dona Oziane: um terreno abandonado está cheio de mato e entulho. Os agentes de combate à dengue encontram grande quantidade de criadouros do mosquito aedes aegypt nos bairros onde há problemas de abastecimento de água. No bairro Bela Vista, os moradores armazenam a água em caixas que ficam em frente às casas e é justamente nesses reservatórios que as larvas do mosquito da dengue se desenvolvem.

Durante a visita dos agentes de endemias, Sebastião Coimbra levou um susto quando descobriu que dentro do reservatório da casa dele havia muitas larvas. “Não tem nem como a gente utilizar a água”, disse.

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