Escolas da rede estadual de ensino do município de Marabá, sudeste do Pará, organizam reposição de aulas com o fim da greve. Para não prejudicar os alunos, o novo calendário deve ser discutido com os diretores das escolas, de acordo com a necessidade de cada uma delas.

Os estudantes que irão fazer vestibular em 2015 correm contra o tempo. No município, cerca de 14 mil alunos estão cursando o ensino médio. A diretora da Unidade Regional de Educação, Alcinara Jadão explica que foi determinado que os sábados e 15 dias do mês de julho serão destinados à reposição de aula, isso, para as escolas que ficaram todos os dias sem atividade.

Ainda segundo Alcinara, a greve em Marabá foi atípica, pois algumas escolas aderiram totalmente à greve, outras parcialmente, e houve escola que não aderiu a paralisação. A diretora explica que por isso, o calendário será discutido isoladamente com os diretores das escolas, pois é preciso conhecer a necessidade de cada instituição.

“Teve escola que não grevou então não vai entrar nesse calendário. Teve escola que grevou parcialmente, aí vai usar pouco desse calendário. Teve professor que já disse que não vai dar aula, para esses casos, terão professores substitutos que receberão hora extra”, esclarece a diretora.

Greve

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), a paralisação durou 73 dias, completando 51 dias letivos em greve na última quarta-feira (3). O Sintepp informou que a prioridade do sindicato agora é manter as denúncias sobre a precariedade do ensino público no estado. A nota do sindicato diz ainda que a categoria não vai repor as aulas do período, caso o governo não negocie a suspensão dos descontos dos dias de paralisação.

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