Infecção que comumente afeta crianças entre um e nove anos, o tracoma é uma doença que se não tratada e as inflamações persistirem, pode levar a cegueira.

Para ampliar o diagnóstico de casos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está realizando exames domiciliares de tracoma em 10 municípios biquenses para identificação de casos e oferta de tratamento. O cronograma prevê visita de técnicos a setores censitários até o fim do ano para examinar, por amostragem, residências com crianças entre um e nove anos e 100% dos moradores do domicilio.

Os municípios com inquérito domiciliar previsto para ocorrer durante o ano são Araguatins, Axixá do Tocantins, Esperantina, Itaguatins, Praia Norte, Riachinho, São Bento do Tocantins, São Miguel do Tocantins, Sítio Novo do Tocantins, São Sebastião do Tocantins, podendo ser ampliado para outros municípios, uma vez que a coordenação geral da pesquisa realizará novo sorteio para concluir a amostra.

O tracoma é uma doença infecciosa provocada por uma bactéria e que causa uma inflamação, que produz cicatrizes no tecido conjuntivo da pálpebra. Os principais sintomas do tracoma são lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia discreta e coceira, conforme explica o coordenador estadual do Inquérito, Marco Aurélio de Oliveira Martins. Em casos mais avançados, um dos sintomas mais característicos da doença são os cílios curvados para dentro dos olhos.

Segundo Martins, os inquéritos auxiliam na identificação precoce dos casos, permitem que o tratamento seja iniciado oportunamente e auxiliam na redução dos casos de tracoma como causa de cegueira, sendo, este último, compromisso firmado pelo Brasil com Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os municípios do Bico do Papagaio com maior taxa de prevalência de tracoma no ano de 2014 foram São Sebastião do Tocantins, Buriti do Tocantins e Xambioá (13,34). Os dados de prevalência se referem a exames realizados em crianças matriculadas em 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

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