Sem títuloOs segurados e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Marabá, no sudeste do Pará, reclamam da falta de estrutura para realizar os atendimentos na agência. A situação foi denunciada para o Ministério do Trabalho em abril de 2015.

Em nota, o INSS esclareceu que os problemas com a limpeza ocorreram porque a empresa que prestava o serviço desistiu do contrato, mas que outra deverá ser chamada até que seja feita uma nova licitação. O Instituto informou ainda que deverá fazer reparos nas paredes e na fiação elétrica do prédio, e que acionou a empresa para fazer a manutenção do ar condicionado enquanto o equipamento não é trocado. Sobre o fornecimento de papel, o INSS disse que a entrega atrasou, mas que o problema já teria sido solucionado. Quanto à quantidade de impressoras, o órgão afirmou que o número é suficiente e que elas estão em bom estado de uso. Para combater os caramujos, o Instituto declarou que vai comunicar a prefeitura, e que ainda está desenvolvendo um projeto de acessibilidade na agência. A respeito da paralisação dos funcionários, os serviços foram interrompidos por apenas um dia e o atendimento já foi normalizado.

A maior parte das reclamações está ligada à falta de água para o consumo, banheiros sem condições de uso e falta de material para atendimento. Os funcionários também reclamam do mato alto em volta da área, dos caramujos e das paredes descascadas. Dentro do local, móveis quebrados e impressoras, que não funcionam, atrapalham o atendimento ao público.

Em dezembro de 2014, os servidores já haviam feito uma denúncia na Justiça Federal, devido à falta de acessibilidade na agência de Marabá, que atende cerca de 400 pessoas, diariamente, vindas de 20 municípios do sudeste paraense.

“A parte administrativa, você só consegue ter acesso através de escada. A parte de atendimento da agencia são cerca de 20 computadores e às vezes você fica apenas com uma impressora para atender essa demanda”, conta o servidor José Célio.

Diante de várias reclamações, na última sexta-feira (29), os servidores chegaram a parar as atividades em protesto.

O pensionista Emanuel Martins também conta que desde 2008 precisa passar pela perícia do instituto a cada três meses, e que ser atendido na agência do município não é fácil. “Tem que ter paciência, é o dia inteiro. Eu digo isso porque tem 12 anos que venho procurar atendimento para cá”, afirma o pensionista.

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