A imprudência provoca acidentes graves no trecho da Rodovia Transamazônica que dá acesso ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a quantidade de ocorrências no trecho chama atenção, e a principal causa dos acidentes seria o excesso de velocidade dos motoristas, além do excesso de peso de caminhões e carretas que circulam na área.

Ainda de acordo com a PRF, o trecho considerado mais perigoso e que possui mais registros de acidentes é o chamado “ladeira da cigana”, curva localizada próxima à usina. Em fevereiro de 2015, um carro de passeio que descia a ladeira bateu de frente com um micro ônibus, na curva. Um passageiro do carro morreu na hora e o motorista ficou ferido.

As defesas, como são chamas as contenções que ficam as margens das pistas, foram arrancadas e danificadas com o impacto das colisões. Pelo caminho é possível encontrar destroços de acidentes, objetos das vítimas, peças dos veículos e até madeira de caminhões que tombaram na pista.

“Eles chegam aqui e soltam um pouco o freio para ganhar velocidade para subir a ladeira, pois eles estão pesados. Então, quando ele entra aqui, eles já perdem o controle, entram com peso aqui e perdem o controle. A carga puxa um pouco para lá, quando ele tenta desfazer e tirar essa diferença, o carro acaba perdendo o controle lá em baixo”, explica o agente da PRF.

Fiscalização

Os agentes contam com o auxílio de um radar na rodovia, o alvo principal da fiscalização são os trechos considerados críticos da Transamazônica, que ficam entre Altamira e Vitória do Xingu. A polícia conta que mesmo com a pista sinalizada, muitos condutores não respeitam o limite de velocidade indicado nas placas.

Há uma semana, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), implantou cinco redutores de velocidade no trecho que dá acesso a ladeira da cigana, a velocidade máxima que era de 60, passou a ser 40 quilômetros por hora.

Além disso, as barreiras de proteção da lateral da pista serão substituídas. “O usuário vai ficar mais atento, nós também faremos implementação dessas placas advertindo para essa redução de velocidade para que a gente tenha um trafego bem mais seguro nesse trecho”, conta Jairo Rabelo, analista de infraestrutura do DNIT.

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