A Justiça do Pará realizou nesta segunda-feira (29) a audiência de Rosana Cristina Barleta, acusada de envolvimento no esquema de corrupção da Assembléia Legislativa do Pará. Barleta era funcionária do órgão desde 1984, e atuava no deparmaneto financeiro durante o período entre 2007 e 2010 quando, segundo o Ministério Público, R$ 120 milhões foram desviados dos cofres públicos em fraudes de licitações.

Esta é a quarta audiência do caso na Justiça. Além de Rosana Barleta também devem ser ouvidos Sandro Rogério Nogueira, engenheiro que trabalha na Alepa há mais de 30 anos, e Josemar Pereira Gomes, que é cunhado da servidora Daura Hage.

Daura Hage, que também é acusada de envolvimento na corrupção, está fora do Pará e será interrogada por carta precatória por um juiz de Recife. Sérgio Duboc, que deveria depor hoje, não compareceu na audiência alegando motivos de saúde. Ele se recupera de uma cirurgia, e por isso teve o depoimento remarcado para 31 de agosto

Durante seu depoimento, Rosana Barleta alegou que é inocente. Ela disse que presidiu a comissão de controle interno da casa, mas nunca teve gerência sobre os processos de lciitação. Ela afirmou que apenas verificava se havia verba para pagar os prestadores de serviço, já que quando a licitação ficava pronta o processo era despachado para o presidente da casa homologar.

Entenda o caso

O processo investiga a conduta dos servidores Daura Hage, José Carlos Rodrigues da Sousa, Josimar Pereira Gomes, Rosana Barletta de Castro, Sandro Matos e Sérgio Duboc são acusados de formação de quadrilha e crime de peculato, que é o crime cometido pelo funcionário público contra a administração.

Segundo o Ministério Público a corrupção na Assembléia Legislativa do Pará desviou R$ 120 milhões dos cofres públicos entre os anos de 2007 e 2010. O esquema de corrupção envolvia fraudes em licitações, pagamento indevido de benefícios para servidores e funcionários fantasmas.

Em 2012 a justiça pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal de seis acusados, além do bloqueio de bens e afastamento de 10 pessoas que, segundo a promotoria, tiveram envolvimento com o esquema criminoso.

Os depoimentos na justiça deveriam começar em maio de 2015, mas foram adiados para o mês de junho após a justiça não localizar testemunhas do processo.

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